Incomodadas acomodadas.

Há umas semanas atrás estava lendo uma coluna no site da revista CartaCapital.O assunto tratado era a relação que poucas pessoas fazem entre a ética e a estética, conceitos básicos de filosofia e que não cabe aqui dissecar.Observando os comentários referentes e o meu próprio, notei um mal de mulher moderna: conflito entre independência e beleza.

Embora a boa mulher “muderna” seja feminista, instruída, independente, não deixa de lado um creminho anti-rugas, maquilagem, sutian e todo o aparato empetecador.Os símbolos de dominação masculina foram convertidos em amor próprio e isso gera uma confusão ideológica curiosa.

A esmagadora maioria dos homens é bastante distraída em relação à rugas, bolsas, brincos, sapatos e etc.A percepção deles está mais voltada para o seu decote que para a combinação caríssima entre sua bolsa Louis Viton e o sapato Arezzo.Aí que veio a questão, nós mulheres nos arrumamos para os homens, para nós ou para as outras mulheres?

A :Incrível! Beleza é uma coisa tão fútil, eu sei disso, e ainda assim, eu perco meu tempo preocupando-me com o tamanho dos meus seios e com tudo o mais que me encomoda no meu corpo… Miserável mulher que sou”

O comentário* acima ilustra bem a situação.Numa pesquisa realizada, 90% das mulheres na faixa etária de 15 aos 60 e poucos anos se sentem infelizes com alguma parte do corpo.O que está gerando essa insatisfação generalizada?Será que é natural de toda mulher?Ou será um mal dos nossos tempos, onde a preocupação estética é levada ao extremo?

Outra questão pertinente levantada é aquele estereótipo de que beleza está associada à burrice, loiras que o digam.Afinal, a mulher inteligente não deve se preocupar com a aparência física?

Liberte-se!

Geralmente as pessoas demoram para perceber o lado interior uma das outras porque nossa visão é um mecanismo de percepção imediato.Um tanto materialista, esse ponto de vista implica que para um “amor à primeira vista”, você precisa ser agradável aos olhos.Uns afirmam que a beleza é relativa, e está nos olhos de quem vê.Hoje posso afirmar que não.Já está devidamente enraizado na nossa cultura um padrão, e todos nós(não adianta escapar) temos consciência do que é atraente ou não.E o que podemos fazer?Resmungar na frente do espelho esperando milagres?Reclamar feministamente contra esse maldito padrão, atacando a estética com todas as forças, afirmando que ela é fútil, estúpida?Mas admita, você vive a estética.

Link da coluna:http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=803

*Nome foi retirado para manter a privacidade da pessoa que comentou.

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