Não,não desceu redondo.

O mundo artificial criado nas propagandas de cerveja.Depois o Ocidente quer ter "moral" para falar do machismo no Oriente.Observe como o homem segura as mulheres como se fossem copos de cerveja.

O mundo artificial criado nas propagandas de cerveja.Depois o Ocidente quer ter "moral" para falar do machismo no Oriente.Observe como o homem segura as mulheres como se fossem copos de cerveja.

Muitos já devem ter percebido a falta de lógica e bom senso presente nas propagandas de cerveja.Pensamos: “o que diabos os publicitários tem na cabeça para criar essas campanhas acéfalas?”.Elas sempre recheiam o horário nobre, com suas piadas sem graça, sua apelação sexual e preconceito.São simples de fazer, tanto que a maioria segue a mesma fórmula, sempre englobando elementos básicos:

a)Muitas mulheres de biquini/pouca roupa/ou qualquer outra fantasia masculina.

A presença das mulheres é imprescindível.Ou melhor, não são mulheres, são objetos sexuais representativos.Assim como uma cerveja  boa, a mulher “boa” causa prazer ao homem.A falta de realidade, além do machismo absurdo, é que as mulheres são muito bonitas, sem barriga, seios grandes.Quando na verdade, todos nós sabemos como fica alguém que bebe muito: barriguinha de chope,estrias, celulites…Ah!Não se esqueça de colocar alguma “celebridade” das novelas da Globo, para ganhar mais simpatia do público noveleiro em geral.

b) Piadinhas sem nexo

Sempre tem que existir uma piadinha, mesmo que seja bastante sem graça.A maioria é apelativa, como “Ou seja, CerVEJA”.(haha!)

c)Slogans “grudentos”

Frases feitas insuportaveis, aliadas às piadinhas sem nexo.Coisas como “desce redondo”(que?).

d) A vida é uma festa eterna!

No mundo das cervejas, as pessoas são muito bonitas e vivem uma festa eterna: rodinhas de pagode, mulheres lindas disponíveis para todos os homens, piadas de bar…Ninguém mostra o que acontece DEPOIS do bar, claro: vômitos, ressaca, dor de cabeça,tontura, roncos(sim, beber faz você roncar).

O problema nem é o consumo de bebidas alcoólicas, mas o tipo de ideal que as propagandas, sobretudo das cervejas, transmitem.São raras as exceções que fogem a esse estereótipo.Isso é preocupante, porque todos tem acesso a esse tipo de publicidade e acabam absorvendo essas idéias irreais e machistas, que expõe a figura da mulher ao ridículo.

Umas das exceções são as propagandas  do uísque Johnnie Walker, onde eles usam artifícios até inteligentes(a importância de um passo para alcançar as coisas na vida, ou seja, de tomar inciativa).Tudo isso prova que é possível fazer uma propaganda de bebidas alcoólicas inteligente, sem subestimar a capacidade de seu consumidor.

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7 pensamentos sobre “Não,não desceu redondo.

  1. Ana Kelly disse:

    É, esse tipo de coisa não é nova. Aconteceu muito disso com as propagandas de cigarro antes de serem proibidas. Essa é só uma ponta do iceberg, pena que agora pagode e funk estão pra se tornar “patrimônio” cultural, o que só vai, de certo modo, agravar isso tudo. Triste…

    Bom post, jornal sanitário é um dos poucos lugares que conseguiram prender minha ateñção na net. Bom trabalho para a equipe e continuem a injetar conteúdo inteligente por aqui. o/

  2. Caroline disse:

    Ana Kelly, o Jornal agradece sua opinião e elogio.
    Volte sempre 🙂

  3. Acauã Pyatã disse:

    Carolina Carolina… Te juro que ao ver a imagem que faz a introdução a teu post fiquei com o espírito belicoso e pronto para explodir um comentário contra idéias pseudo-feministas (rsrsrs). Mas fico feliz em ver que não era isso rsrs é trauma sabe, me meti num conflito com uma outra blogueira uns dias acerca de temas que envolvam homens, mulheres e a forma como mulheres nos classificam por padronizações de ação… Fico aliviado ao ver que discussão aqui é sobre as peças publicitárias.. hauhaauh mas vamos la…

    O que ocorre na minha irrelevante opinião é aquela velha lei do pão e circo, em que os publicitários sabem perfeitamente bem o público que querem atingir, que elementos fazem parte do cotidiano e imaginário desse público, e de posse disso minha cara, eles fazem a mesma estratégia que os produtores de cinema usam para atrair adolescentes para filmes estruxos (hehe de novo essa temática). Imagine você o tipo de público que em sua maioria esmagadora consome cerveja… resumindo homens, não que mulheres não consumam, mas a maior fatia esmagadora dessa pizza é nossa, e acredite, é um mercado consumidor incrivel, bom tendo de posse esta informação, imagine agora homens, em um barzinho assistindo um jogo de que? do Paysandu e do Remo, tomando a dita cerveja e ficando levemente alcoolizados, uma rodinha de homens… rsrsrs.. o que em roda de homens nunca falta para ser assuntado? É isso mesmo. Confesso que nosso genero, independentemente de cor, credo, altura, peso e por ai segue-se, sempre tem uma queda colossal por mulheres, nossa raça tem esse apelo emocional instintivo, alguns de nos são mais controlados e fazem de vocês nossas flores de luxo, outros são bem mais razos e diretos e vêem vocês como objetos de desejo e consumo, mas sem hipocrisia e sendo franco, pois sou homem e falo por mim e por todos! Por mais que eu não goste de propaganda de cerveja, confesso que meus olhos sempre param, nem que sejam alguns milésimos de segundo diante da TV ao visualizar a imagem daquela morena tipo “sonho tropical”, minha atenção não está na cerveja e nem nos slogans.

    Embora minha atenção não estivesse contida na cerveja nem nos slogans ou pagodes (eu odeio pagode minha onda é outra huahua), nesses milésimos de segundo que detive minha atenção na garota, na propaganda uma serie de coisas foram captadas pela minha visão periférica, ficando gravadas no meu sub consciente, o que chamamos de efeito SUBLIMINAR, tipo quando você de repente começa a cantar musicas que você nunca se lembra de ter ouvido, mas em algum momento passando pela rua tocou, você não percebeu mas a sua mente reteve aquilo.

    Ai está o X da questão, o porque de tudo na propaganda de cerveja ser tão pobre e podre, porque o elemento principal para o público alvo, que é o gênero masculino, está na tela, o que é o que é? Mulher. Percebam que os demais elementos dessa propaganda são apenas expressivos de forma direta: alegria, festa, a cerveja, slogans imagens, porque os publicitários sabem que ja prenderam a atenção do público, e o que eles precisam é apenas que de forma subliminar, nós pobres homens tolos associemos a mulher (o icone maximo) a pagode, cerveja, bar, festa, consumo… E DA CERTO, ou alguem ai ja viu uma propaganda de cerveja mostrar algum homem vomitando? Jogado? Carregado? Pagando mico? Claro que não, porque para eles, o simbolo que deve ser associado a bebida através da figura da mulher é sexo, alegria, diversão e sinergia.

    Quanto as propagandas de Wisk, bom… é claro e notório perceber que o público alvo é diferenciado, uma vez que apreciadores de wisk 1º Não bebem, degustam ou apreciam a bebida, 2º São pessoas com um gosto seleto, 3º Na sua maioria pessoas com um poder aquisitivo acima da média para poder dispor de R$ 150,92 para dar numa garrafa de bebida… ou seja.. pequenos prazeres da vida (rsrsrs), logo sendo assim pessoas mais instruidas, contidas, criticas e analiticas.

    Agora pra parar de infestar teu blog com as minhas baboseiras vou arrematar.

    Propagandas de cerveja visão um público de base, um público que tem um conteúdo de certa forma limitado, algo mais popular, não claro indispondo o público mais critico e analitico que também consome a cerveja, contudo, quem consome mais? Em maior quantidade? O analista juridico? Ou o Estivador? rsrsr sem querer depreciar a importância de nenhum, afinal ambos são fundamentais.. AMBOS, mas pessoas mais humildes não de bens, mas as vezes de pensamento tem maior facilidade em cometer exageros, beber d+, ficar doidões e por isso geram um mercado consumidor quase infinito, que é justamente isto que os publicitários buscam, a quantidade (que gera R$) em detrimento da qualidade. Ninguem quer se imaginar sentado no sofá de sua casa, lendo um clássico da literatura universal tomando cerveja, podendo estar com os amigos, comendo salgadinhos, enchendo o rabo de breja com um monte de mulheres a disposição para serem “pegas”, ou seja, a visão do Brasileiro de que a vida pode sim sempre ser um carnaval…

    Eu chamo isso de propaganda podre e apelativa. Bom não sei se me fiz entender ou se falei muita besteira, mas é isso. Até o próximo post de vocês.

  4. Caroline disse:

    Acauã, obrigada pelo seu comentário.Eu também me irrito com as pseudo feministas.Não tenho nada contra os homens.O meu problema é justamente com essas “coisas” que eles chamam de publicidade.E o que é pior, eles apelam para as “fraquezas” de todos os homens: mulheres bonitas e sensuais.

    Falta criatividade e bom senso para muitos publicitários por ai.Fazer propaganda de cerveja não necessita de tanto besteirol enlatado.Eles poderiam fazer uma coisa até mais simples, mas que não esteja falando :”Veja, beba, aproveite que amanhã é segunda-feira e a vida vai mostrar o como ela é diferente daqui”.

    Obrigada, mais uma vez, pelos seus comentários, que eu assino embaixo. 😉

  5. Acauã Pyatã disse:

    Hehehe antes de mais nada tenho que pedir perdão pra colega porque vivo cometendo a garfe de errar teu nome, primeiro porque ele não começa com K e sim com C, e segundo porque ele não termina com A e sim com E, mas prometo que vou ser super ridido comigo mesmo nesse sentido, até ja me repreendeste por isso, daqui a pouco estas me esbofeteando (risos).

    Bom CAROLINE (Aeeeeeeeeeee), eu percebo que a grande questão do universo e que machuca, magoa e imunda de tristeza teu coraçãozinho de aspirante a jornalismo, cidadã critica e sanitarista (rsrs) é justamente o porque tais publicitários fazem esta pratica de propaganda podre e tendenciosa constantemente? Por burrice deles? Subestimam o povo? A resposta é não.

    Como aspirante a publicitário, eu entendo que a nossa profissão é uma profissão maldita, pois a maioria dos publicitários são capazes de vender a própria alma ao Lucius e dar de brinde a própria mãe de brinde por algo tipo “retorno de impacto”, que é mais ou menos o que mede o resultado de uma campanha publicitária. Eles sabem muito bem que é propaganda podre, que não há nada de criativo e inovador nisso, mas porque o fazem? Simples, porque eles não estão interessados em exibir para quem os contrata um resultado, mas que resultado? um resultado que expresse quantidade e não qualidade, mas quantidade de que? De “Retorno de impacto”, que para o cliente que contrata simplesmente se chama LUCRO, ou seja, quanto de LUCRO vai gerar aquela campanha publicitária, e lucro do cliente, é dinheiro no bolso do publicitário.

    Infelizmente caimos naquele velho conceito de ética vs. estética… O principio e ideal como profissional e ser humano sacrificado em detrimento de numeros com cifras. infelizmente publicitários não estão preocupados em somar ao publico alvo, mas sim em somar cifras para o cliente que contrata e solicita a campanha. Remonte um público inseguerado por mulheres, bebida, sexo, bilhar e clima tropical… você vende essa ilusão a eles, eles ficam loucos, aplaudem, compram…

    A indução a estagnação do público e se valer de artifícios sujos para isso é mais uma pratica que está encravada na alma da nossa sociedade, tudo para impulsionar o CONSUMISMO, onde mais uma vez falarei… fator este que torna o ser humano cada vez menos humano, e sim um mecanismo de processo de CONSUMO, onde até idéias são compradas, como no caso da cerveja. Antes fosse só isso, antes vira e meche, alem de mecanismo do meio, o homem também não se fizesse um produto a ser consumido.

    Isso me deu uma idéia Caroline, bora escrever um artigo juntos com o título: “Comprados e Vendidos”, falando sobre o comportamento consumista e a forma como idéias, conceitos e comportamentos são vendidos, tornando cada vez mais o homem um produto do meio e não o meio um produto da ação do homem? Topa? Seria bom duas visões trabalhando um tema tão complexo. Se der pra você, aguardo resposta.

    Super abraço!

  6. julia carol disse:

    legal o blog!!!!!!!!!!!!!

  7. Deró disse:

    Carol,

    Concordo totalmente com você.

    Fico extremamente triste hoje em dia vendo, ainda, uma tendência cultural tão arraigada de separações de gênero, desde a infância “menina faz isso, menino faz aquilo”, nossas mães e professoras sem se dar conta plantam esta ingênua e pueril sementinha que vai se tornar a separação de gênero o resto de nossas vidas.

    Não percebemos este ciclo nefasto de separação entre os humanos: o exemplo que recebemos desde criança, e que nos foi dado pelas pessoas em quem mais confiamos, portanto absorvemos sem filtrar.

    Parte do fruto dessa separação de gênero é o preconceito de gênero, e por causa dele infelismente vemos mulheres seminuas até em propaganda de vela de enterro, tudo é justificativa para o apelo sexual e para o preconceito oculto contido na mensagem.

    Mas ao mesmo tempo que me indiguino com essa apelação, que ridiculariza e diminui a importância feminina no mundo, vejo do outro lado do muro um zilhão de mulheres que não só apoiam, como esperam sua vez de “brilhar” no mundo como objeto sexual, seja para se dar bem no serviço, seja para bancar a “gostosa” da escola, seja para se dar bem com um coroa rico, seja para se dar bem furando a fila, se dar bem na tv, etc. É o mesmo veneno usado a favor da mulher.

    Hoje aprendi a respeitar quem se respeita, indiferente de gênero, cor ou religião, não adianta tentarmos levantar a bandeira de que fulana(o) merece coisa melhor para sua vida, se a própria pessoa acha que não é aquilo que ela quer.

    Com as crianças temos que nos policiar pois nos pegamos diariamente fazendo, ensinado e reforçando separação de gênero e criando futuras gerações de preconceituosos de gênero:

    – “noooosa você não pode fazer isso porque você é uma menina”;
    – “você não pode chorar porque já é quase um homem”;
    – “menina tem que andar sempre arrumada”;
    – “menino tem que fazer judô e não dança”;
    – “menina não pode sair a noite”;
    – “menino pode fazer tudo”;

    Pronto, ingênua e hipocritamente estamos perpetuando TODOS a separação de gêneros, incutindo na cabeça das crianças (futuros bebedores de cerveja e consumidoras de produtos de beleza) que existe SIM separação de gênero, estamos criando os preconceituosos de gênero de amanhã, dando “mote” para as crianças criadores de propaganda de amanhã.

    Somos todos responsáveis pelo luxo e pelo lixo da sociedade, a sociedade nada mais é que um amálgma do que somos individualmente e daquilo que ensinamos para as crianças.

    Do ponto de vista da família a luta por um mundo livre de preconceitos deve começar pela luta, dentro de casa e desde pequeno, por um mundo livre de referências de gênero, cor e qualquer outra coisa que nos segregue e nos separe do outro ser humano: comparações entre irmãos, parentes, amigos e vizinhos, somos todos diferentes e por isso mesmo especiais.

    Do ponto de vista público devemos antes de mais nada rejeitar qualquer tipo de política púlica hipócrita e segregacionista, políticas que nos separa e cria tensões entre humanos, seja esta política de proteção a cor, ao gênero, a preferência sexual, etc, devemos jogar todas essas pseudoproteções no lixo e lutar SIM por políticas que nos una e promova a igualdade, a tolerância e a aniquilação completa e irrestrita ao preconceito.

    Essas sim são lutas que interessam a todos, independente de nossa condição, pois quando se cria lei setoriais para homossexuais, para mulheres, para negros, para evangélicos, etc só a esses grupos interessam essas leis e isso gera tensões na sociedade, mas quando se cria um regra geral contra preconceito de qualquer tipo e a favor da igualdade essa luta é de todos, todos saem ganhando e ninguem terá coragem de achar a lei injusta. Países realmente desenvolvidos tem somente regras gerais, regras inclusivas e não de exclusão.

    Parabéns pelo post.

    Paraténs também pelo passo a frente para um mundo mais igual e livre do lixo tóxico de algumas campanhas publicitárias.

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