O trote da morte

A recepção dos calouros em muitas Universidades continua chocando: casos absurdos de violência, humilhação e até morte.

A entrada em uma Universidade sempre foi motivo de muita alegria para os vestibulandos.Depois de horas gastas em cursinhos, livros e apostilas, finalmente esses estudantes conseguem uma vaga no curso sonhado.Depois de tanto esforço, é óbvio que os calouros desejam ser bem recebidos, para conhecer o curso, as organizações dentro da Universidade e tudo mais.Apesar disso, não é o que aconteceu e continua acontecendo em muitas instituições de ensino superior no país, sobretudo as do sul/sudeste. O chamado “trote”, ao invés de ser uma brincadeira sadia, vira uma amostra de falta de humanidade, violência e abuso.O caso da morte do estudante de medicina da USP, dez anos atrás, foi um alerta para a falta de controle existente na prática do trote.O calouro,Edson Hshueh, foi obrigado a ficar dentro de uma piscina, sendo que avisou os veteranos que não sabia nadar.

Calouros de medicina veterinária da UFMS são obrigados a rolar na lama,ingerir um liquido espumante, cuspir e passar para o próximo.

Calouros de medicina veterinária da UFMS são obrigados a rolar na lama,ingerir um líquido espumante, cuspir e passar para o próximo.

Nesse último Domingo, novamente casos de violência nos trotes  foram divulgados: queimaduras, chicotadas, fezes,chutes e lesões sérias.Mesmo após dez anos da morte do estudante de medicina, não existe uma lei específica para esses casos.O que pode acontecer é a Universidade, no máximo, expulsar os alunos que apresentarem esse comportamento desumano.O que pode ser feito nesse sentido?

Campanha da UFG contra os trotes violentos.

Campanha da UFG contra os trotes violentos.

O primeiro passo seria a criação de leis rígidas para a punição efetiva dos estudantes que praticam esse tipo de trote.O projeto de lei nº 1.023, em tramitação desde 1995, está pronto para ir para a votação na Câmara, tornando o trote violento um crime. O segundo passo seria da própria Univerisidade, que criaria novas formas de trote.A UEPA(Universidade Estadual do Pará) organizou o “trote solidário”, onde os calouros doariam material escolar para uma creche carente.Outras Universidades optaram por organizar a pintura das casas de comunidades carentes pelos calouros.Essa iniciativas já mostram que esse é o caminho para um trote construtivo e benéfico para todos.

Fonte: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=858042&tit=Projeto-de-lei-preve-detencao-para-quem-pratica-trote-violento

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4 pensamentos sobre “O trote da morte

  1. Acauã Pyatã disse:

    Bom eu vou resumir meu conceito acerca desses trotes exagerados praticados por esse bando de aculturados acéfalos (o pessoal do centro-sul, eles mesmos!): Sinergia idiota, o que em suma resume todos eles (rsrs). Eles tem a mania de dizer que índio vive que nem bicho, mas eles que agem de forma acéfala, pensando que executando tais atos estão se proporcionando entretenimento, mas eu pergunto que ser humano se diverte com o desprazer, humilhação, subjugo e sofrimento de outro ser humano? O problema dessas criaturas é que eles são mimados, mimados pelas instituições de ensino, pela familia, e principalmente pela sociedade que mais do que eles é imunda e hipócrita. Eu adoraria ver a cara deles se fosse a mãe deles que estivesse la no meio da lama!

    O que me revolta não é a brincadeira em sim, mas a intenção negra por traz de humilhar outra pessoa. O que me revolta mais ainda é que os calouros aceitam isso… Eu pessoalmente não sou uma pessoa educada nem la muito inteligente pra debater, eu procuraria a primeira barra de ferro que eu visse e abriria a cabeça de um veterano ali mesmo (rsrsrs), ai então eu queria ver se essa babaquisse não parava!

    Desta vez eu não vou me deter a comentar mais nada, porque reler e relembrar deste fato que vi com muito pesar nos telejornais, simplesmente me deixou com espírito bélico… Mas um dia espero, poder ver os babacas aculturados levando o troco.. eu creio… vão todos arder no marmore do inferno… égua sei la.. fiquei irritado huahaua

  2. Acauã Pyatã disse:

    Ah sim colega assim que possivel deixe o link do seu orkut no meu email: acauapyata@hotmail.com

    para que eu possa tratar contigo acerca do artigo ok? Abraços

  3. Claudia disse:

    Há anos a UFPA fazia uma recepção diferente: um “trote” com fins sociais, ecológicos, etc. Eu tive que plantar uma árvore na orla do Guamá, por exemplo. No Rio, também passamos por um trote, mas foi uma aula falsa. Engraçadíssimo: a gente acreditou que aquele doido iria mesmo ser nosso professor… RSRS
    Acho que falta sensibilidade, respeito, inteligência. O problema não é o “trote” em si, mas a maneira como você o faz. Eu adorei os meus, mas com certeza quem teve que rolar na lama, teve coma alcoólica, teve que beber mijo, essas coisas, não guarda o mesmo sentimento que eu.

  4. Caroline disse:

    Hauhsusha calma Acauã!Não vá sair metralhando nenhum sulista por ai!
    Mas, de fato, é de dar raiva mesmo essa falta de noção das coisas que muitos veteranos possuem.Como uma pessoa que pode prejudicar tanto o outro pode um dia ser um profissional?Já imaginei:
    “Hehe, agora eu vou furar seu dente”-Dentista sádico formado com essa mentalidade.

    E Claúdia, parece que a tanto a UFPA quanto a UEPA estão se esforçando para fazer trotes solidários e benevolentes.Eu só tenho a agradecer, pois sou caloura o/

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