Vida Mobile

Muita coisa mudou desde a época em que os celulares eram apenas imensos pequenos aparelhos com telas monocromáticas que serviam como peso de papel, enfeite de calça e um “fazedor” de ligações. Existem pequenas funções, hoje presentes em qualquer celular, mas que antigamente (coisa de 20 anos atrás) não estavam incorporadas aos telefones.

Agenda (quem aqui se lembra das antigas agendas eletrônicas?),calculadora (aquelas mini-calculadoras, chaveiro que funcionavam a energia solar estavam em alta, mas isso já passou, por favor, avisem os camelôs que isso não vende mais), relógio (nessa época os relógios de pulso se faziam necessários, aqueles relógio-calculadoras então, eram um sonho de consumo).Um pouco mais adiante, os telefones receberam a possibilidade de enviar e receber mensagens de texto, as famosas SMS (existiam uns que apenas recebiam SMS, tenho um desses no meu cemitério de tecnologia).

Em seguida, o famoso jogo da cobrinha surgiu e matou o tédio de milhões em filas de banco ou enquanto esperavam amigas-namoradas-noivas-esposas durante visitas ao shopping. Os ringtones, famosos “pipipi´s” em ritmo de musicas famosas, entraram no mercado. Todos queriam um telefone que apitasse o ritmo de sua canção favorita. A função de gravador foi integrada aos telefones e jornalistas, agentes secretos, advogados, namoradas desconfiadas e demais desocupados deram pulinhos de alegria em todo o mundo. Logo depois, nascem as mini telas coloridas (com incriiiiiiiveis 256 cores, os melhores possuíam 4 mil. Hoje possuir menos de 256 mil é inaceitável). As câmeras entraram na jogada, mas elas não começaram fazendo parte do corpo do “bichinho”, eram acessórios à parte, tínhamos que encaixá-las no telefone, quase como os Power Rangers faziam pra acoplar suas armas pra matar os vilões.

Depois vem a minha favorita, que naquele momento não serviu pra muita coisa, mas que futuramente iria vir a ser uma grande revolução: a internet móvel. Os telefones ganharam uma nova sigla, o WAP, e se tornam corporativos. O mercado de downloads teve seu estouro com a internet nos celulares. O sucesso dos mp3 players foi portado  aos celulares, que deixaram os apitos irritantes de lado e passaram a tocar musicas de verdade. As câmeras deixaram de ser apenas lentes de plástico que gravam uma imagem de 0.3 megapixels e passaram a ser assinadas por importantes marcas do mundo da fotografia como Carls Zeiss e Schneider-Kreuznac, ostentando imponentes 5, 8, 12 megapixels de resolução*.

Ultimamente, surgiu uma certa “butãofobia”, uma aversão as butãozinhos dos aparelhos, a ordem é que todos venham com tela touch screen*, ou seja, sensível à porrada toque, pois ter touch screen é “cool”, tá na moda.Na minha opinião, prefiro os que unem as telas sensíveis com os teclados QWERTY (tipo de teclado que você usa no seu computador).

Internet sem fio e GPS são as mais recentes novidades do mundo da telefonia, agora tirar fotos prontas para irem para banners, saber quais são os restaurantes mais próximo pro almoço, ler e-mails, fuxicar o facebook, Orkut, Twitter e etc, são atividades que podem ser realizadas quase que ao mesmo tempo, de um mesmo aparelho.

Óbvio, um aparelho que faça tudo isso não sai por menos de R$1,000.00. Infelizmente, a tecnologia e as facilidades nunca foram, e espero que sejam um dia, acessíveis para todos.

Os celulares se tornaram um controle remoto para a vida: eletrodomésticos e travas de segurança de casas já podem ser ligados e desligados por celular, até carros já podem ser totalmente dirigidos a distancia como carrinhos de controle remoto,  o que antigamente era coisa de imaginação e filmes d ficção cientifica são muito reais nos dias de hoje. A relação homem-celular se tornou uma simbiose: somos forçados a alimenta-lo com bateria, cuidar dele sempre, atualizando o software, passando antivírus e formatando pra não ficar lento (sim, pode parecer que estou falando de computadores).

Já os telefones, nos fornecem tudo, informações em tempo real e todo o arquivo e administração de nossas vidas. Depois que a simbiose começa, os simbiontes não podem mais se separar, o que causa a morte de ambas as partes. Você já se imaginou viajar sem telefone, ou um dia sem acesso à informação e comunicação?  A morte que o telefone causa quando esta ausente não é a física, mas sim a social e digital.

Bem vindos à vida móbile.

;D

*1 – megapixel é a unidade que define o tamanho de uma imagem, cada imagem é formada por vários pixels, pequenos pontos coloridos, cada megapixel possui 1 milhão de pixels, ou seja, a quantidade de mega pixel não define uma foto boa ou ruim, mas apenas o seu tamanho.

*2 – existem telas touch screen resistivas e capacitivas, as resistivas são as que exigem o uso de stylus, aquelas canetinhas, esse tipo de tela funciona com base na pressão exercida sobre sua superfície. As telas capacitivas funcionam com base nos impulsos eletromagnéticos emanados pelas pontas dos dedos, não podendo ser utilizadas por intermédio de canetas, pontas das unhas ou nada q não emita eletricidade.

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