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Por que o ensino de matemática seria mais importante que filosofia?

Segundo a Veja, por que não banir logo o ensino de Filosofia e Sociologia das escolas? Melhor, vamos explodir todos os cursos de ciências humanas, exceto Direito, das universidades? Não é a primeira vez que a Veja expõe, seja em matérias ou notas de rodapés, um discurso de supervalorização das ciências exatas em detrimento das ciências humanas. Esse tipo de afirmação é extremamente problemática, porque mesmo para a ciência mais “exata” do mundo, temos o ser humano como sujeito, pesquisador e, portanto, ser que interfere e interage.

Reinaldo Azevedo ainda publicou em seu blog um texto falando sobre isso. Quase vomitei. Mas vamos aos problemas desse discurso:

1- Parte da premissa de que o ensino de matemática no Brasil é uma bosta. Ok, é uma bosta mesmo. Mas tirar filosofia não vai melhorar a situação. Ou vai? Na verdade, os gregos, mais espertos que o tio Reinaldo, não viam muita diferença entre filosofia e matemática, por exemplo. Problemas matemáticos são problemas que envolvem lógica, um dos ramos da Filosofia. Mas ah, as pessoas nem sabem disso,afinal, não tinha essa disciplina na época delas, que pena.

2- Precisamos de mais engenheiros que pensadores

Por que? Ué, não era um acadêmico, intelectual, SOCIÓLOGO, o presidente ideal, que consertou o Brasil para a Veja? Será que ele sabe dessas barbeiragens? Que estão simplesmente desvalorizando o seu campo de estudo? Mas, voltando à questão. A raiz desse discurso está na instrumentalização da razão, quando o projeto de modernidade é “traído”. Explicando: os iluministas propunham que a razão libertaria o homem. O que aconteceu é que a razão se transformou em uma instrumento de dominação do homem. Ao invés de refletir criticamente sobre as coisas, a racionalidade se tornou uma forma de manutenção do status quo. Isso não é teoria conspiratória, queridos, é a realidade.

Ao pensar absolutamente de modo funcionalista, você está propondo o  condicionamento das pessoas. A nossa sorte é de que isso não é possível e só existe na teoria hipodérmica da comunicação. De qualquer modo, pensar de forma instrumental limita, cristaliza, congela.

Um cara que estuda engenharia simplesmente para construir máquinas pode ser muito útil como um instrumento. Mas ele é uma pessoa. E as máquinas que ele constrói vão ser usadas por …. PESSOAS. Será que a falta de reflexão sobre os impactos éticos (outro ramo da filosofia) e sociais não ajudaria a criar engenheiros, médicos melhores?

O mundo precisa também de pensadores. A ausência de reflexão nos leva para estupidez, obscuracionismo e paralisa vários setores da sociedade. Por falta de reflexão acerca da própria vida, muitas pessoas apelam para livros de auto-ajuda ou pior, suicídio. Não é à toa que um dos maiores exemplos da Veja quando se fala em educação é a Coréia do Sul. Mas vai verificar os índices de suicídio lá. Duplicaram nos últimos anos!

Química, biologia, matemática, física são tão importantes quanto sociologia, filosofia, história, geografia. Outra coisa: essas ciências podem ter seus campos específicos, mas estão sempre se comunicando, trocando conhecimentos.

Pode-se resolver uma questão a partir da filosofia, da física e da geografia. Acho que o maior desafio para um aluno de Ensino Médio é não enxergar essas disciplinas como uma coisa compartimentalizada. No dia-a-dia, tudo acontece ao mesmo tempo, essas divisões são apenas para fins didáticos e metodológicos.

Também não é coincidência que o novo ENEM tenha esse enfoque. O vestibular antigo nada mais é que a materialização daquela razão instrumental, de decorebas, fórmulas e nada de raciocínio ou crítica.

3- Quem defende essa disciplina é tudo comunista, marxista e sindicalista bêbado

Senti agora Socrátes, Kant, Nietzsche, Durkheim se revirando nos seus túmulos filosóficos. Não vou negar, existem muitos “professores” que se deixam contaminar por seus posicionamentos ideológicos, assim como uma certa revista, mas enfim, isso é problema do professor. O método de ensino da Filosofia ou da Sociologia não é inerentemente marxista. Se assim o fosse, está afirmando que as ideias do Marx existem faz mais de 2 mil anos. Confere?

O que está por trás disso? Por que essa insistência? Se Filosofia e Sociologia fossem ciências tão inúteis e inofensivas, não haveria esse mimimi todo ai. Bom, acontece que o estudo dessas disciplinas estimula a reflexão e a crítica, naturalmente uma oposição à razão instrumental. Pensar demais pode ser periogoso para nossas crianças, vamos deixa-las ser a mão-de-obra comportada. Ainda mais, se começarem a questionar tudo, vai feder pra revista. Quem não deve, não teme.

Ao defender que algumas coisas não precisam ser discutidas, Reinaldo Azevedo está propondo a volta para  a escolástica, modo de ensinar MEDIEVAL – isso ae – em que os alunos liam os textos e concordavam com tudo, aceitando esse material como verdade. ORA ESSA!! A ciência nasceu justamente porque as mentes brilhantes começaram a questionar isso.

Dos questionamentos nasce a ciência. De muitos avanços da ciência, a Engenharia se aprimorou, tanto como técnica quanto como campo de estudo.

Sem a epistemologia  (ramo da filosofia de novo, não tente fugir), as ciências nunca poderiam se desenvolver, contestar suas próprias teorias, enfim, continuar se movendo. A diferença da razão instrumental para a razão crítica é que a primeira te aprisiona, te cristaliza, te condiciona. A segunda sempre tá te levando para os limites, seja de conhecimento sobre química industrial, seja sobre semiótica do discurso político. Não importa.

Sempre serei a favor do conhecimento e da não-hierarquização do mesmo. Os comentários do Reinaldo são fruto de desconhecimento, preconceito, de alguém que não sabe nem por onde passa a Filosofia e Sociologia. Para ele, essas duas disciplinas são sinônimo de Karl Marx. Acho isso quase paranóico, fica vendo o cara e o Lula em tudo quanto é lugar. Freud explica? Ou vamos apelar para a matemática?

Bom, ainda tinha tanto pra escrever, mas fica um pouco da minha indignação. Precisava dar a descarga nisso daqui hohoho. Reinaldo, ninguém aguenta seus textos. Siga seu próprio conselho e vai fazer engenharia. Só não vai surtar achando que o Marx tá em um circuito integrado, please.

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Sutis semelhanças #1

O mundo do cinema e cultura e geral sempre nos traz coincidências (será?), sejam elas  visuais ou simplesmente narrativas. Inauguro essa nova tag aqui no JS para mostrar um pouco dessas coincidências  e espero a contribuição de vocês também. O tema dessa primeira publicação é: “Choque de Civilizações”. Se quiser sugerir temas e/ou imagens, mande um e-mail para sanitariojornal@gmail.com 🙂

Choque de civilizações

Presente durante toda a história da humanidade, essa narrativa acentuou-se a partir da “descoberta do Novo Mundo”. Desde aí, vem inundando a cultura pop, discursos ideológicos, ambientalistas e políticos. Fiz, inclusive, um trabalho sobre isso – mas isso não interessa. Selecionei imagens de três filmes que podem representar essa “coincidência” ou uso do mesmo esteriótipo. Confiram:

Vilão Militar


Aparece também em outros filmes, deve ser parte da cultura cinematográfica americana. Escolhi o Coronel Quatrich (Avatar,2009) e o Capitão Rourke (Atlantis, 2001) porque além de serem vilões militares e terem uma trajetória semelhante, são praticamente idênticos fisicamente!

O chefe : sábio e severo


Sempre tem que ter e sempre é o pai da protagonista. Geralmente é uma figura protetora, sábia e severa. Apresenta uma certa aversão  à chegada dos seres da outra civilização. Chefe Powhatan, pai de Pocahontas (Pocahontas,1995) ; Rei de Atlantis, pai da Kida (Atlantis, 2001) e Wes Sudi – esse ao menos tem nome – pai da Neytiri (Atlantis,2009) são exemplos clássicos.

A mocinha nativa

Também temos esses exemplos nos três filmes: Neytiri (Avatar, 2009); Pocahontas (Pocahontas, 1995) e Kida (Atlantis, 2001) . Ambas são filhas do chefe/rei, bonitas, inteligentes e sensuais. São o elo de ligação entre os dois “mundos”, passando para o mocinho – formando o par romântico da trama – o conhecimento da natureza, língua, os valores da tribo etc.

O mocinho aventureiro

É nesse personagem que acontece a grande transição do filme. Aventureiro, com um espírito naturalmente despreocupado, ele parece não levar nada à sério, nem mesmo o discurso inicial de “dominador” que adota. Conforme a narrativa se desenrola e ele vai conhecendo a cultura nativa (por meio da mocinha), a opinião desse personagem vai mudando até o momento que “troca de lado”. Geralmente é no desfecho. E po, como eles são charmosos hein.

Coadjuvante independente

Realmente não sei como classificar esses dois personagens, mas vejo muitas semelhanças entre a Audrey (Atlantis, 2001) e a Trudy (Avatar, 2009). Ambas inicialmente estão do lado do dominador, assim como o mocinho, mas quando ele troca de lado, passam a ajuda-lo, trocando de lado também. A ajuda vem em áreas geralmente dominados por homens (uma é mecânica, a outra sabe pilotar helicópteros etc). E ah, vai, até achei elas parecidas.

Cientista entusiasmado

É aquela figura mega empolgada com a descoberta de uma nova cultura/planeta. Defende a cultura descoberta, mais por ve-la como objeto de estudo do que por identificação. Engraçado que em Atlantis as coisas se misturam: o mocinho é o cientista entusiasmado Milo Tatch. Já em Avatar, temos a figura da Dra. Grace Augustine.

Noivo prometido corno

Kocoum (Pocahontas, 1995) e Tsu Tei (Avatar, 2009)  têm muito em comum: são os melhores guerreiros da tribo, altos, fortes e… são prometidos em casamento para a mocinha, filha do chefe. E, bem… Terminam sós, sendo que o Kocoum teve um final bem mais trágico também.

Guia espiritual feminino

São xamãs ou guias espirituais para a mocinha nativa. Vovó Willow (Pocahontas) pode ser uma árvore, mas as semelhanças entre ela e a mãe de Neytiri, Mo’at (Atlantis), são bem perceptíveis quando analisamos o papel do personagem na história.

Divindade ligada à natureza

Eywa (Avatar), cristal (Atlantis) ou o ventinho da Pocahontas (Pocahontas). Uma espécie de energia sagrada ligada à natureza

E ai, o que acharam? Encontraram mais semelhanças? Tem sugestão de temas?

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Cinema de microondas

Já basta eu não gostar muito de sair. Agora, para os poucos lugares que me parecem opções interessantes, como o cinema, as coisas começam a ficar difíceis. É preciso dizer que a qualidade cinematográfica anda meio rarefeita. Prova disso é que , na época do Oscar desse ano, apenas um ou dois filmes mereciam de fato ganhar a estatueta. Para além da academia, o que a falta de opção boa faz é prejudicar as pessoas, afetando, inclusive, o nosso cotidiano e a forma como assistimos filmes.

Aqui em Belém, além da questão das redes de exibição simplesmente ignorarem certos filmes, ainda temos que conviver com as porcas opções de blockbusters RUINS. Se custasse 1 real a entrada, eu até aceitaria ir curtir o “escurinho do cinema”, só para socializar com os  amigos – admito que prefiro isso que me sacudir na “balada”. Seria simples: bastava ignorar a honorável merda exibida. O problema é que o ingresso é caro. Se é e sempre foi um produto cultural clássico, também me vejo como consumidora e no direito de selecionar muito bem o que vale ou não a pena – meu dinheirinho- assistir no cinema.

Não é à toa que os cineclubes em Belém pipocam a todo instante: com essa limitação das grandes redes, fica difícil encontrar filmes bons. Talvez seja um pouco de elitismo da minha parte, querer somente a “nata intelectual” de filmes cult, do circuito alternativo e independente. Também admito que às vezes meu impulso beira o preconceito, mas ao menos eu tento ler uma sinopse ali, assistir a um trailer aqui, pesquisar e ler críticas acolá antes de encarar as telas.

Vejamos algumas opções de uma das redes da cidade para essa semana:

A direção de arte parece satisfatória. Fonte: Cinemosaico.com

A garota da capa vermelha (2011) Sinopse: Longa será baseado na história de Chapeuzinho Vermelho, conto publicado no século 19 pelos famosos irmãos Grimm. 

Essa sinopse é bem ambígua, já que não revela praticamente qual a abordagem do filme. O tema parece interessante, afinal, como adaptariam Chapeuzinho Vermelho? Freud adoraria. Dei uma pesquisada e um filme que prometia ser legalzinho , é mais uma versão über desastrosa da saga Crepúsculo. Nas palavras do bom crítico Pablo Villaça:

“Buscando desesperadamente emular a série Crepúsculo, cujo primeiro episódio dirigiu, Hardwicke não hesita em transformar Peter e Henry em genéricos óbvios de Jacob e Edward: enquanto o primeiro surge impulsivo e perigoso, o segundo se estabelece como um emo medieval que provavelmente delineia os olhos com carvão enquanto chora ao som de um alaúde.” (eu ri)

Crítica na íntegra: http://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_critica=7718&id_filme=9613&aba=critica

Padre (2011) Sinopse: Um padre desobedece a Igreja e se une a um xerife e a um sacerdote para combater vampiros renegados que seqüestraram sua sobrinha. 

Ok, essa sinopse já me deu vontade de rir e, infelizmente, o filme é de terror, não comédia. Mal sinal. A tosquisse se confirma com o trailer:


Nem precisei recorrer ao site Cinema em Cena para deduzir que a mistura bizarra de padres ninjas versus vampiros com uma pitada de Matrix iria dar em um lixo audiovisual como esse.

As outras opções incluem Thor, Velozes & Furiosos (quinta edição da franquia, tá quase igual BBB), O noivo da minha melhor amiga, Como você sabe e Água para elefantes. Em suma: temos uma ou duas comédias românticas ou versões cinematográficas de livros de auto-ajuda; dois filmes de ação repletos de efeitos especiais e, ah, já ia esquecendo, Robert Pattison fez uma nova história de amor, que fof.. NOT.

É gente, vamos nos contentar com a pipoca de microondas, o sofá de casa e o escurinho da nossa sala.

Falando para o nada

Repararam que o blog morreu, não? Problemas na minha rede me impedem de acessar qualquer domínio do WordPress, incluindo este aqui. Além de achar o blogspot muito ruim, me desanimei muito para tentar arrancar esse blog do fundo do poço.

Hoje, anos depois, volto a escrever por aqui, mas sem esperar retorno, afinal, esse blog é tido como morto a um bom tempo. Vale ressaltar também que não estou acessando da internet da minha casa, então os posts não vão sair com a mesma frequência.

Ah, bom dia.

Entre “humor ácido” e “língua afiada”, fico com o bom senso e o silêncio.

Há quase um mês atrás foi publicado aqui no blog um infeliz post abordando a “liberdade”.

A liberdade é um direito fundamental inerente a todos, direito esse pelo qual o homem luta desde os primórdios, com seu apogeu na revolução francesa.

Porém, essa liberdade não pode ser interpretada da maneira romântica com o sentido de se fazer o que se quer e dane-se o resto.

Por vivermos em sociedade, temos que saber onde acaba o nosso Direito e onde começa o do outro, caso contrario viveríamos em uma completa anarquia.

Voltando no tempo para a nefasta era da inquisição católica, tínhamos pessoas sendo mortas apenas por expressarem uma opinião diferente das aceitas na época. Como exemplo, Galileu Galilei ficou anos em uma masmorra por dizer que a terra não era o centro do universo e sim o sol.

Um pouco mais pra frente, tivemos a ditadura militar no Brasil, onde pessoas com ideologias adversas ao regime eram “convidadas a se retirar do país”.

Superadas essas fazes de trevas, a sociedade clamava pela liberdade de expressão e comunicação, direito esse consagrado por diplomas legais como a Declaração de Direitos Humanos e a nossa Constituição Federal.

Ao expressarmos nosso ponto de vista publicamente, estamos defendendo uma forma de pensar e de agir, estamos formando opinião e, muitas vezes, sem saber, direcionando camadas a pensar no mesmo sentido que nós.

Eis o perigo da manifestação ideológica descontrolada e descompromissada.

O escritor anti-semita SIEGFRIED ELLWANGER publicou diversos livros disseminando sua aversão pessoal contra os judeus. Ele foi denunciado por uma comunidade judaica do sul do país, foi a julgamento e conseguiu ser absolvido em primeira instancia com o respaldo no Direito de liberdade de expressão, porem, em segunda e terceira instancia foi condenado pela pratica de crimes de preconceito.

Meu colega de blog afirma que tem o “o direito de desgostar e o dever de respeitar”, mas esse dever respeitar acaba no momento que ele expõe o pensamento.

Se você gosta de algo, provavelmente há um motivo por trás que subentende uma satisfação. E o contrario também. Se há um desgosto, é porque houve uma experiência negativa. A indiferença é quando nunca tivemos contato e não temos opinião formada, porem, baseado na historia da nossa sociedade, um “simples desgostar” de um negro, ou homossexual já subentende uma aversão discriminatória, e é difícil de dizer o contrario.

“Ou eu, aqui, não posso dizer, mais, que não gosto de gays? É CLARO que eu posso.”

Desculpa, amigo, mas não pode não, e não sou eu quem to dizendo, são as leis.

Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão

Art. 11. A livre comunicação das idéias e das opiniões é um dos mais preciosos direitos do homem; todo cidadão pode, portanto, falar, escrever, imprimir livremente, respondendo, todavia, pelos abusos desta liberdade nos termos previstos na lei

Lei 5.250/67

Art. 1o. É livre a manifestação do pensamento e a procura, o recebimento e a difusão de Informações ou idéias, por qualquer meio, e sem dependência de censura, respondendo cada um, nos termos da lei, pelos abusos que cometer.

LEI Nº 7.716/89. – Crimes de preconceito de raça e cor

Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Pena: reclusão de um a três anos e multa.

§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza:

Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.

Ta certo, vinte dias depois da primeira gafe, uma tentativa de ratificação foi publicada. Digo tentativa porque não serviu ao seu propósito, ao contrario, só reafirmou a idéia do primeiro texto.

“Há muitos gays e negros pelos quais eu tenho muita admiração”

Sem comentários…

Não porque sou jurista encarregado da acessória jurídica do blog, não porque sou defensor da lei, não porque não tenho nada melhor pra fazer, mas sim porque fiquei extremamente incomodado com as palavras pretensiosas do meu colega sanitarisa, que deixo aqui meu manifesto.

Não é a minha intenção gerar discórdia, até porque somos todos da mesma equipe, só espero que a equipe do blog pense melhor antes de escrever algo. Se houver a duvida sobre o que falar e o que omitir, usem o bom senso.

Como diz minha avó:

“se você não tem nada de bom pra falar, então não fale nada.”

e

“a palavra é de prata e o silencio é de ouro”

Deixo um conselho ao Jornal Sanitário: apagar o ultimo e antepenúltimo posts como medida preventiva em face dos ultimos acontecimentos envolvendo um Jornal da USP que está sendo processado criminalmente por declarações homofobicas.

E aos leitores, peço que ignorem e desconsiderem esse capitulo na historia do blog.

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