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Mulheres-fruta: Freud explica?

Você liga a TV e tem uma mulher de quadris avantajados dançando um funk sem sentido. Uah, não é novidade, certo? Ledo engano quando o apresentador indica o nome da dançarina: mulher-melancia. E a partir daí começam a pipocar na mídia variações bizarras de mulheres-fruta. Seria esse apenas um fato isolado de uma mídia desesperadamente esquizofrênica ou existe muito mais por trás do fenômeno?

https://jornalsanitario.files.wordpress.com/2011/04/mulher-abobora.jpg?w=300

E a Mulher-abóbora? - Imagem retirada do site Jacaré Banguela

Já tem algum tempo que eu to devendo esse post para os leitores do jornal – na verdade, eu to parecendo político prometendo posts e enrolando vocês. Pois bem,  a ideia para esse texto surgiu um tempinho atrás a partir da proliferação repentina na mídia das “mulheres-fruta”.

Em um primeiro momento, parece que estamos nos referindo a alguma tribo  formada por mulheres primitivas coletoras de frutos ou então de personagens de uma experiência científica que não deu certo. Na realidade, trata-se de mulheres com atributos sexuais inflados e que relacionam esses atributos ao nome das frutas, enquanto fazem exibições televisivas. Esse fenômeno é extremamente curioso, porque não é isolado,já que não foi apenas uma mulher com nome de fruta se sacodindo na TV , mas várias.

Esse texto pode fugir um pouquinho do padrão JS de qualidade, principalmente por conter penduricalhos teóricos. Mas o importante é refletir sobre o assunto. Eu aproveitei para pesquisar sobre e percebi um padrão interessante na relação entre o ato de comer e o ato sexual.

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Consumindo-se

Falar de consumo consciente é um lugar-comum, mas também um paradoxo: o consumismo exagerado está muito mais ligado aos nossos desejos do que à nossa consciência racional. O “homus consumidis” e sua trajetória ainda é um campo pouco conhecido por ele próprio, o que sustenta a ligação entre o vazio existencial e o consumo desenfreado. Mas ainda há esperança para o consumo passional?


Hoje (15) é o dia do consumidor e você, leitor, já deve ter ouvido mil lições de moral dos jornais, tweets e afins. Para início de conversa, é importante falar sobre o que é consumir. Esse termo começou a ser usado para designar o uso de um determinado produto fabricado (ex: alimentos industrializados).Com o tempo, o conceito foi se ampliando e passou a designar o uso de qualquer coisa ou serviço mediada ou pelo Estado ou pelo setor privado (ex: consumo de água, de educação). Hoje, generalizada, a palavra se aplica às mais variadas situações, sobretudo com a invasão do management à nossa vida social e privada.

Partindo desse princípio, hoje tudo pode e é consumido: desde coisas mais concretas, como um pão, até elementos abstratos, como ideias ou entretenimento.

A trajetória do consumo: instinto, razão e paixão

Inicialmente, consumimos por necessidade biológica de alimentarmos nosso corpo e de beber água. Essas são as necessidades mais primitivas e que TODO ser humano, seja ele um homem das cavernas ou seu tio precisam. Outros produtos também incluem necessidades básicas, como moradia e vestimentas. Em outra categoria, encontram-se as coisas que são importantes para nosso consumo: serviços de educação e saúde, por exemplo. Por fim estão outras coisas que podem ou não ser necessárias: perfumes, livros, bolsas, computadores e até cultura (é daí que surge a tal Indústria Cultural). A lista segue até chegar no topo da pirâmide: o supérfluo.

Por que todas essas categorias? Porque nosso padrão de consumo foi mudando conforme a história e o mercado. Primeiro consumíamos para viver, seguindo basicamente nosso instinto de sobrevivência. Em seguida – como isso não era suficiente para manter os mercados variados e aquecidos – foi necessário criar estímulos e produtos que transformassem coisas em itens importantes para nossas vidas.

As propagandas são um claro reflexo dessas transformações, já que no ínicio elas tentavam racionalmente nos convecer de que precisávamos comprar algo. Mas o mercado exigia mais, como sempre. A razão é um caminho, porém lento. Hoje, 1/3 do nosso consumo é guiado pelas nossas paixões, pelo vínculo emocional, de desejo, que criamos com determinado produto.

Com esse cenário é difícil falar de “consumo consciente“. O regime moda trabalha para seduzir, brincar com nosso imaginário e criar (pasmem) necessidades que antes eram consideradas supérfluas*. Muitos analistas de mercado, inclusive, afirmam que esse é o segredo do sucesso empresarial: criar nas pessoas a necessidade e não satisfazer as necessidades que já existem. Vejam os celulares , por exemplo, muitas pessoas tornaram o aparelhinho um acessório indispensável.

Consumismo e a nossa válvula de escape

Mexer com nossas emoções, mesmo que superficialmente, é uma preocupação da publicidade e sua clientela. Mas quanto aos consumidores, além de terem o dever de exigir produtos e serviços de qualidade, têm que tentar controlar os seus desejos. A causa deles não é a propaganda (ela é apenas um estímulo), mas uma falta de reflexão sobre nossas necessidades.

Não é novidade que a nossa sociedade é solitária e cética. Não vivemos em um mundo que concebe o tempo na sua expectativa histórica, ou seja, não temos anseios profundos sobre nosso futuro (socialismo, ir pro céu), assim como não criamos ligações tão fortes com o passado e a tradição. O tempo é curto e é o agora. A maior parte da nossa potência de ação, da nossa energia que nos move para viver, é voltada para o agora, para o presente, ou, no máximo, para o passado recente/futuro a curto prazo. E eu pergunto, em que nós, homenzinhos sós, sem filosofias ou perspectivas, podemos ver nossos sonhos tornarem-se parte da realidade, do agora? Nos produtos que podemos comprar, é lógico.

Consumir gera prazer, gera satisfação instantânea. É uma felicidade possuir algo quando se deseja, altera nossos níveis de serotonina no corpo. Diferente do outro, um produto eu posso ter quando e onde eu quiser, se tiver dinheiro. Se eu estiver triste, mamãe me compra um sorvete. Maior prazer que comprar, só o de receber um presente.

Mas o tipo de prazer que o consumo passional gera é tão rápido como foi sua compra. É uma questão de tempo até a satisfação passar e se nada mais fez o individuo comprar o produto, esse perde o valor. Em regimes extremos, esse sistema cria uma eterna busca pelo consumo instantâneo, ou seja, compra-se em excesso e sem parar, porque o vazio existencial não consegue ser preenchido (clique aqui e leia o texto O vazio nos move?). O resultado é o consumismo, consumo exagerado, que produz lixo e se desenvolve de forma desigual – enquanto alguém consome mil lingeries, outro luta por um pedaço de pão, mas isso é outra história.

Chegamos à questão da sustentabilidade (calma, o post já vai acabar). Além do consumismo ser ruim para o meio-ambiente, ele é ruim para VOCÊ. Sim, porque quem se torna um viciado em consumo passional está se tornando um escravo dos próprios desejos (além de torrar o dinheiro). Em suma, vive uma ilusão de que a vida é feliz com o acúmulo de matérias e produtos. Perceba que o consumismo é só uma face do que nós humanos somos capazes de fazer para tentar preencher o nosso vazio existencial. Existem outras formas, como comer muito, usar drogas, usar pessoas. Consumo não tem que ser apenas sustentável no sentido de preservar a Natureza, mas também de preservar nossa razão, nós mesmos.

Loucuras, todo mundo faz e viver em um mundo inflexível também faz mal para o ser humano. O segredo é equilibrar a frequência do consumo passional na receita que inclui consumo institivo e o consumo importante. Sempre se informe e não se deixe levar todo o tempo pelas ondas emocionais. É, ser consumidor não é fácil.

*Essa ideia é desenvolvida no livro Império do Efêmero: A moda e seu destino nas sociedades modernas, do francês Gilles Lipovetsky. Indico o consumo (hehe). Está disponível em várias livrarias on-line.

NOTA: Estava com dois posts prontinhos para hoje, um sobre as mulheres-fruta e a psicanálise e outro sobre a energia nuclear, mas esse texto veio à calhar com o dia de hoje, então, aguardem os próximos.

Texto: Caroline S.

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História fashion

[ série especial]

A História sempre foi um tema visto com certo temor pelo mundo do entretenimento.Contrastando o com o brilho natural do gênero, qualquer produção voltada para temas históricos encontrava admiração apenas em pequenos grupos. Devido à associação com aquela professora chata e feia que todo mundo já teve lá no início da vida, o preconceito pelo público em geral sempre foi notório.

Entretanto, nas últimas décadas, produtores hollywoodianos têm aproveitado “fatos históricos” para filmes, séries e outros ramos da indústria cultural.Dessa nova vertente, boas produções já abordaram temas célebres como : Roma, Grécia, Segunda Guerra Mundial etc.Em contrapartida, muitos fatos históricos servem apenas como pretexto, perdendo-se em meio às lutas cinematográficas, à criação de caricaturas heróicas/diabólicas e às versões distorcidas para agradar o público.

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De obeso e rabugento à estrela de Hollywood: maravilhas do século XXI.

Com um olhar atento aos modismos culturais que surgem a cada dia, deparei-me com um padrão curioso: Henrique VIII, aquele  personagem histórico das minhas aulas de Reforma Protestante tornou-se uma figura extremamente in.Diversas produções que abordam o monarca obeso e suas quinhentas esposas/amantes pipocam a cada dia(A outra, The Tudors).Infelizmente, essas abordagens são extremamente deturpadas, focando-se em uma figura bonita,magra e mulherenga.Talvez Henrique fosse até a última, mas transformar a política inglesa do século XVI em uma orgia histórica é, no mínimo, uma visão caolha.Qual real interesse dos produtores em recriarem Henrique VIII?

Esse jogo com a imagem de Henrique provavelmente é feita com a desculpa de que se os fatos históricos fossem realmente narrados, o público não assistiria.Mas, convenhamos, transformar esse personagem em um príncipe encantado no estilo playboy e  resumir todo o surgimento da Igreja Anglicana em um folhetim mexicano repleto de cenas picantes só afasta o público do que realmente importou com relação ao rei inglês.Por que ele entrou para História?Será que foi por ter dezenas de esposas/amantes?

As semelhanças chegam a impressionar.

As semelhanças chegam a impressionar.

Só espero que essa tendência não se aprofunde com o tempo.Imagine Cabral sendo encarnado por algum ator belíssimo,músculoso e sem talento.Ou talvez DaVinci, ao invés de um velho de barba pintando, como um Brad Pitt da vida.

A História deveria ser tratada com mais seriedade.Aproveitar um fato/pessoa histórico para criar uma ficção acarreta diversos problemas de interpretação e até conhecimento do público.Muitas pessoas não saberão quem foi Henrique VIII através da escola.Mas, será que assistir à sua versão cinematográfica irá esclarece-la?Essa pergunta eu deixo para o leitor responder.

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Dia internacional da mulher: festejar ou refletir?

Esse dia, 8 de março, é festejado por vários comerciantes,sejam camelôs e suas rosas de plástico,sejam lojas de perfume,papelarias.Muitas mulheres ficam felizes ao ouvir seus maridos serem gentis(nem que seja uma vez no ano).Por trás dessa cortina de celebração, é preciso entender o porquê de um dia internacional para as mulheres, o que ele simbolizou e simboliza e, já que estamos tratando da imagem da mulher, vamos falar especialmente do papel da mulher na publicidade, mídia e comunicação.

Como tudo começou…

Basicamente, a maioria das sociedades primitivas começou sem estabelecer muitas diferenças entre os sexos.Com o tempo, as características, sobretudo as físicas,  foram determinando as atividades e status de homens e mulheres.Por exemplo, em uma comunidade, logo se percebeu que mulheres não conseguiam carregar tijolos com tanta facilidade como os homens.Assim, esse trabalho foi destinando aos machos da espécie, já que o trabalho seria executado com menos esforço e em pouco tempo, beneficiando toda comunidade.Tá certo que eles provavelmente não pensaram nisso na hora, mas  nasceu a divisão do trabalho por sexo.

Bem, já deu para entender que, conforme a sociedade evoluía, essa divisão foi sendo acirrada.Os gregos, apesar da sua inovadora democracia,não consideravam as mulheres cidadãs.  Aristóteles, um grande filósofo grego, chegou a chama-las de “homens incompletos”.

Na Antiguidade, o único povo que demonstrou dar mais liberdade para as mulheres foi o egípcio.Muitas mulheres obtiveram poder político no Egito Antigo, como a famosa Cleópatra, Nefretiti etc.Relatos sobre as amazonas misturam lendas e mitos, portanto não vou considerar totalmente essa possibilidade.

A cultura judaico-cristã estabeleceu o papel de mãe, dona-de-casa e submissa de uma sociedade patriarcal.A perseguição de milhares de mulheres, acusadas de bruxaria pela Igreja, contribuiu para uma imagem negativa da mulher.Maria Madalena, que ilustra uma grande polêmica, recentemente discutida em O código da Vinci, foi estigmatizada como a associação da mulher ao pecado.E o que falar de Eva, que teve o mesmo papel na história de Gênesis?Seria verdade ou machismo?A imagem da mulher ficou marcada ,durante séculos, por essa visão ou de donzela passiva, ou de mau encarnado.

De Maria Madalena à propagandas de cerveja.

De Maria Madalena à propagandas de cerveja.Como a imagem da mulher foi mudando conforme o tempo e,apesar disso, ainda possui resquícios do passado machista.

Como surgiu o dia 8

Após essa pequena introdução, damos um salto para a época da Revolução Industrial.Muitas mulheres entraram para o mercado como uma mão-de-obra mais barata e fácil de explorar.Ganhando menos e vivendo em ambiente insalubres, elas lotavam as fábricas dos séculos XVIII e XIX.

Mulheres nas fábricas: mais baratas.

Mulheres nas fábricas: mais baratas.

Nesse contexto, em  8 de março de 1857, houve uma greve de operárias de uma fábrica em Nova Iorque.Elas reivindicavam os seguintes direitos:

  • Melhores condições: Sim, como já foi dito anteriormente, as fábricas eram imundas, escuras, úmidas e com “ar viciado”.
  • Redução de carga horária: Reclama das suas 8 horas?As mulheres queriam a redução de 16 horas(o dobro!!) para 10 horas.
  • Equiparação dos salários com os homens: Para executar o mesmo trabalho, uma mulher chegava a receber até um terço do que um homem ganhava.Se os salários daquela época já eram uma miséria, imagine um terço disso.

A reivindicação foi reprimida e as operárias foram trancadas na fábrica, que foi incendiada.Cerca de 130 mulheres morreram.A atitude desumana e cruel ganhou repercussão mundial.Assim, em uma convenção na Dinamarca, em 1910, ficou definido o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.

Assim, a luta por direitos foi levantada por muitas mulheres e ganhou força nos anos 60.A partir daí, foram conquistados cargos importantes e quebrados vários tabus.

Propagandas antigas:Você quer dizer que uma mulher pode abrir isso?, traduzindo para o português.Burra e sem educação, aos poucos a imagem da mulher está mudando, mas até que ponto?

Propagandas antigas:"Você quer dizer que uma mulher pode abrir isso?", traduzindo para o português.Burra e sem educação, aos poucos a imagem da mulher está mudando, mas até que ponto?

Mas, o que isso simbolizou, afinal?

Tirando qualquer teoria feminista idiota, simbolizou o começo do fim de uma muralha entre os dois sexos.Afinal, temos diferenças físicas, mas isso não impede que exista respeito.Apesar do idealismo, muitos atos machistas e de desprezo à mulher continuam ocorrendo.Não falo apenas das denúncias de estupro, violência doméstica,mas da violência à própria imagem da mulher, que será discutida no próximo tópico.

Os movimentos feministas ganharam força nos anos 60: queimar sutians e protestar tornou-se uma atitude comum da mulher a partir desse período.

Os movimentos feministas ganharam força nos anos 60: queimar sutians e protestar tornou-se uma atitude comum da mulher a partir desse período.

Como assim?Mulher e propaganda?

Como muito se fala, mas pouco se faz à respeito, a mídia continua abusando da imagem feminina.Explora e banaliza a sensualidade da mulher como uma forma “espertinha” de conseguir “vender o seu peixe”.Apesar da ligeira evolução nesse sentido, as clássicas propagandas de cerveja e outdoors continuam estampando o estereótipo de mulher-objeto, ou, no vulgar a “gostosa”.A questão é que agora essa mentalidade é passada de um modo bastante sutil, quase subentendido.Vemos essa imagem da mulher desejada por todos em filmes, novelas, propagandas.Isso ocorre, como já foi falado em outras ocasiões, pelo simples fato de isso chamar a atenção.

Dá um exemplo, por favor!

Bom, então imagine um homem comum vendo TV no domingo, sentado em seu sofá e trocando de canal.Domingo é torturante para qualquer pessoa, tendo ela cérebro ou não, então nosso amigo clica raivosamente no controle remoto, esperando algo menos pedante.No passar veloz das imagens, a visão dele capta algo.Ele volta e lá está: uma bela moça semi-nua dançando em algum programa de auditório.Ou talvez uma propaganda em que apareça uma jovem de seios avantajado e biquini desfilando com o produto .Assim como uma arapuca, a propaganda pega em cheio no “ponto fraco” masculino.

http://www.revistafator.com.br/imagens/fotos/hillary_clinton

Mulheres entram em mundos antes restritos aos homens, como a política.

Bom, e dái?Marketing é marketing, não importa os meios, o objetivo foi alcançado!

Espere um pouquinho.Os anúncios publicitários não podem possuir total liberdade para veincular suas idéias.Deve sempre existir um limite na Legislação, para que “qualquer coisa” não seja transmitida.Não?Então imagine  um shampoo para piolhos que faz alusão aos campos de concentração.Você acha correto alguém utilizar essa comparação em um anúncio? O humor negro e sem limites fere os direitos tanto do consumidor que assiste quanto os próprios Direitos Humanos, ao tratar de um assunto tão sério e triste de uma maneira leviana e sádica.Pense no que pode ser passado se brechas nas leis forem criadas e usadas por publicitários.Se o racismo e preconceito podem ser transmitidos, o machismo não foge à regra.O problema é que pouco tem sido feito para frear o uso da mulher-objeto nas propagandas.Esse tema já foi, inclusive, abordado em outros artigos do jornal, como “A anatomia da revista adolescente” e “Não,não desceu redondo”.São questões, que acabam passando despercebidas no nosso cotidiano e que têm sim importância diante das outras violências contra a mulher.

Concluindo…

Que esse não seja apenas um dia de flores.Que não seja apenas um dia.Não precisa pegar sua bandeira e sair gritando e chutando todos os homens que vê pela frente.Mas apenas pense.Reflita sobre o seu papel como cidadã.Talvez, se não fosse por umas 130 operárias mortas, eu não estivesse aqui.Talvez, você não tivesse nascido nessa sociedade, mas em uma que ainda vive os valores “tradicionais”, onde a inferioridade da mulher é uma valor absoluto da sociedade.Talvez se não fosse a revolução cultural dos anos 60, eu estivesse casada com oito filhos e não saberia ler, só tricotar.

À título de curiosidade:

Marcos das Conquistas das Mulheres na História

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1788 – o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
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1840 – Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
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1859 – surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
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1862 – durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
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1865 – na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
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1866 – No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
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1869 – é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
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1870 – Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
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1874 – criada no Japão a primeira escola normal para moças
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1878 – criada na Rússia uma Universidade Feminina
*

1901 – o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

Retirei umas informações:

http://www.suapesquisa.com/dia_internacional_da_mulher.htm

Sugiro:

http://www.ufpa.br/beiradorio/rep3.html


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Brinquedos no natal.

Natal, época de consumismo, aumento do índice de criminalidade, publicitários enlouquecidos, comerciantes enriquecendo.Enquanto todos os dias somos bombardeados por milhões de propagandas, nessa época, em especial, elas tornam-se direcionadas ao público infantil.

Claro, não tem pai que aguente ouvir um “Por favor papaii!Eu quero, eu quero, quero!”.E como andam os brinquedos de hoje, não?Esqueça o pré-histórico pião, as inocentes bonecas de pano, o pega-varetas,carrinho de rolimã.Veja como andam os brinquedos atuais:

Brinquedos de Meninas

Boneca- Bebê Esqueça aquelas bonequinhas de pano inofensivas.Agora todos obrigatoriamente tem pilhas,canta, roncam, soltam gases, dançam e falam 1092019 idiomas!O que a criança pode fazer: nada.É só ligar e ficar olhando.Que divertido!!!

Boneca clássica Barbies e Suzis comandam com seu estilo clássico.A Barbie se sustenta com as bonecas dos seus filmes cheios de purpurina,castelos, pôneis e cristais.E a Suzy?Bem, a Suzy tenta pegar uma fatia do mercado com seus modelos mais baratos e mais cafonas.O que você esperaria de uma cópia brasileira e cabeçuda da loira americana patricinha?

Boneca pré-adolescente precoce Bratz e genéricas.São mais cabeçudas que as Suzis.Apresentam cabelos e roupas “descoladas” e curtas.São feitas para garotas “antenadas” e metidas a mais velhas.Boa parte reflete a mudança de comportamento que está ocorrendo com as crianças.Ninguém mais quer ser adulto.Agora o legal é ser jovem adolescente: consumista, festeiro e inútil.

aulas de granfino.

Polly: aulas de granfino.

Polly Uma miniatura da Barbie, só que piorada.Uma verdadeira aula de ricos para a criança “classe-medista”.Polly no cruzeiro, Polly no shopping, Polly no Spa, Polly na empresa do papai, Polly no Salão,Polly que-se-exploda-a-favela.Sem dúvida, é a boneca mais realista que existe.Não se esqueça do fato que as roupas são feitas de plástico vagabundo que rasga só de olhar e dos bichinhos “fofos” e cabeçudos que acompanham.

Tecnopseudoadolescentes São as pistas de dança, para ficar “pronta para a balada”, estojos de maquiagem, máquinas de fazer bijuterias.Tudo para preparar a menina para seu futuro: esposa vaidosa, obediente e burra.Não se esqueça daquelas variantes de bonecas que ligam com mp3(4,5,6,7…) e “cantam”.Sem comentários.

Brinquedos de menino

Bonecos de ação Musculosos, multiutilidades (ui!), articulados.Um verdadeiro chaveiro suiço gay, os bonecos de ação masculinos são super poderosos, americanizados e cheios de armas.Uma aula para os futuros mauricinhos e playboys do país.Destaque para Max Steel, o herói sem graça, com vilões bizarros e cheio de bomba no bíceps.

o icone dos bonecos de ação playboys.

Max Steel: o ícone dos bonecos de ação playboys.

Carrinhos Você deve ter pensado:”Ah, finalmente estão falando de algo normal”.Engana-se.Agora os “carrinhos” são “radicais” com suas mega-pistas com looping.Esqueça do “bibi-fonfon”, agora é “uhull, não tenho limites, eu atropelo todo mundo,mwhahaha”.

Brinquedos unisex

Jogos de tabuleiro São mais simples e normais.Fora algumas exceções, como “Monopoly” , uma versão do clássico “Banco Imobiliário”, onde “ser milionário nunca foi tão divertido”.Uma verdadeira doutrinação do mercado financeiros.Ser capitalista nunca foi tão divertido!Melhor que esse, só o Bush it mesmo.

Videogames Não é tecnofobia.Videogame pode ser muito útil em dias chuvosos e entediantes.Mas cuidado, alguns jogos são realmente assustadores: violência e pornografia sem limites!Isso porque existem crianças que esqueceram o que é luz solar depois de ficarem viciadas nos games.

Lego O brinquedo de encaixar mais famoso do mundo tem suas ressalvas: instiga raciocínio lógico e a engenhosidade.Apesar disso, os preços são absurdos para pedaços de plástico moldados.Uma caixinha com umas 100 peças pode chegar a R$ 200!

Enfim, existem vários outros exemplos.O principal é notar que brinquedos, como parte da infância, tornaram-se objetos de exploração e manipulação dessas jovens mentes.Brincar faz parte da formação das crianças e o exemplo que esses novos brinquedos dão é péssimo.Qual será a mentalidade de uma menina que coleciona Pollys?Será que ela não vai crescer querendo ter uma limousine, um iate, fazer mil compras?Apesar de algumas ironias, esse post serve de alerta para todos os pais ou futuros pais.Cuidado, apesar da aparência, um brinquedo não é uma coisa inocente.

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