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Crise existencial amazônica [parte 2]

Cavaleiros do feudo amazônico

Regionalismo, filho adotivo do nacionalismo

Como explicado no post anterior, o regionalismo é um sentimento que opera no mesmo sentido que o nacionalismo, mas em um nível geográfico/espacial diferente. Ele exibe suas particularidades, pois muitas das vezes não existe de forma a representar oficialmente uma população, mas para subdividir um território de acordo com suas características geofísicas.

De divisão geográfica/politico-administrativa, o regionalismo passa a se tornar uma nova cria do nacionalismo, importando – paradoxalmente – sua estrutura ideológica e organizacional. Surge ai uma contradição: o regionalismo torna-se um conjunto complexo de super valorização de um território e da população que lá reside, no entanto, ao mesmo tempo, não é produto da própria região, mas uma importação de uma ideologia que surgiu no medievo europeu.

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Belém, tu não “foi” assim.

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Historicamente, a capital paraense possui uma influência portuguesa forte. Não só na arquitetura e genética, mas também na forma como o belenense fala.No processo de introdução da língua portuguesa na Amazônia, várias palavras próprias da cultura portuguesa e também certos elementos do sotaque foram absorvidos : merendeira,arredar, o chiado característico e uso do pronome “tu”.

No entanto, nas últimas décadas, com a expansão das redes de televisão de alcance nacional, a forma de se falar em Belém tem sofrido mudanças significativas. A transmissão de telejornais produzidos por redes do sudeste do país impôs uma nova dinâmica sociolinguística na capital.

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Palestra de Geopolítica e Amazônia.

     Abriu a mente de muitos, encheu uns de perguntas e alguns de respostas.

    Em uma sala lotadíssima de estudantes e professores, hoje, dia 14 de setembro, na sede administrativa do Paysandu,no Computer Hall, aconteceu a palestra de Geopolítica e Amazônia.Ministrada por quatro palestrantes mais o professor que organizou, ela reabriu os diversos debates acerca das políticas na Amazônia, da urbanização peculiar que a região vem sofrendo e das questões geopolíticas internacionais, tais como Rússia, Geórgia, Iraque, Venezuela,Brasil e etc.

 

   Sem dúvida, foi um importante espaço para discussões e uma participação dos jovens nos problemas da sua região e do mundo.Abriu a mente de muitos, encheu uns de perguntas e alguns de respostas.De importantes professores, doutores,sociólogos, jornalistas,historiadores e geográfos, foi possível captar as diversas faces do processo que se vive atualmente no mundo: o xadrez da política internacional e quais as peças que o Brasil já moveu, move e moverá.

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Clicks por Belém II.

 

Anacronismo: prédios do século XIX e o trânsito do século XXI.

   Próxima ao prédio do INSS, essa imagem captura o ar anacrônico e deliciosamente curioso da cidade: prédios tombados, antigos e com cara de Belle Époque amazônica convivendo com o trânsito, os fios elétricos,as bancas de revista, os prédios que insurgem.Conhecer a sua própria cidade é conhecer História.Inegavelmente visualizamos os dois momentos da História de Belém: o auge da borracha, com suas arquiteturas européias e a Belém metrópole, com suas favelas, drogas, pichação, estresse e tecnologia.Podemos absorver uma reflexão importante: o futuro da cidade deve caminhar em direção ao desenvolvimento sustentável sem esquecer as lições que o passado nos deixou.

Foto: Caroline Soares

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