Arquivo da tag: Belém

Pioneiro = melhor? A crítica de Belém acha que sim.


Claro que pioneirismo é uma qualidade. Afinal, ter uma ideia diferente de todo mundo, iniciar um projeto inovador – só ter a sacada do projeto já é válido – é para poucos. Mas e quando isso começa a se transformar em uma justificativa quase plausível para pouca qualidade e o pior: para a falta de crítica

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Crise existencial amazônica [parte 2]

Cavaleiros do feudo amazônico

Regionalismo, filho adotivo do nacionalismo

Como explicado no post anterior, o regionalismo é um sentimento que opera no mesmo sentido que o nacionalismo, mas em um nível geográfico/espacial diferente. Ele exibe suas particularidades, pois muitas das vezes não existe de forma a representar oficialmente uma população, mas para subdividir um território de acordo com suas características geofísicas.

De divisão geográfica/politico-administrativa, o regionalismo passa a se tornar uma nova cria do nacionalismo, importando – paradoxalmente – sua estrutura ideológica e organizacional. Surge ai uma contradição: o regionalismo torna-se um conjunto complexo de super valorização de um território e da população que lá reside, no entanto, ao mesmo tempo, não é produto da própria região, mas uma importação de uma ideologia que surgiu no medievo europeu.

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Belém, tu não “foi” assim.

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Historicamente, a capital paraense possui uma influência portuguesa forte. Não só na arquitetura e genética, mas também na forma como o belenense fala.No processo de introdução da língua portuguesa na Amazônia, várias palavras próprias da cultura portuguesa e também certos elementos do sotaque foram absorvidos : merendeira,arredar, o chiado característico e uso do pronome “tu”.

No entanto, nas últimas décadas, com a expansão das redes de televisão de alcance nacional, a forma de se falar em Belém tem sofrido mudanças significativas. A transmissão de telejornais produzidos por redes do sudeste do país impôs uma nova dinâmica sociolinguística na capital.

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Manias da classe média de Belém

Belém é um ovo.  Essa afirmação, que remete à ideia que todas as pessoas da cidade, de alguma forma, se conhecem é o reflexo de um fenômeno sociológico curioso. A capital paraense conta com quase 1,5 milhões de pessoas, mas a classe média alta belenense é tão compacta e homogênea que todos “acabam se conhecendo” de uma forma ou de outra.Isso acontece porque essa classe possui um padrão de comportamento bem definido:

1- Aniversários com a Tia Bola.

2- Estudar em colégios de “elite”  : Nazaré e  Moderno ou “sub elite” : Gentil, Santa Catarina, Santa Rosa etc. As outras instituições são consideradas super populosas por estudantes sonhando com o primeiro lugar geral de alguma faculdade( são os colégio-cursinho) : Universo, Ideal.

3- Fazer  festa de 15 anos(nada mais ultrapassado que isso),  com Baile das Flores na Assembléia Paraense e viagem para a Disney.

4- Viagens para Salinópolis (ou Sal), com direito a exibições com motos/carros para os meninos e com biquínis para as meninas.

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