Arquivo da tag: História

Toillete

Para continuar dando uma sacudida no blog, apresento para vocês o nosso novo sanitarista: Dilermando G., estudante de Comunicação Social (jornalismo). Eu, ele e o Victor Lopes vamos escrever por aqui sobre o tema Moda. Mas não entrem em pânico achando que o JS se tornou um blog sobre isso. Essa é apenas uma nova coluna que acrescenta outro tipo de informação, sem perder o senso crítico e a liberdade de expressão, marcas registradas do Jornal Sanitário. Como faz parte da política do blog abrir espaço para qualquer assunto e abordagem, nada mais justo do que criar uma coluna para tratar de um tema até então pouco explorado.

Novo sanitarista, Dilermando G.

Vamos comentar os desfiles (da nossa cidade, nacionais e internacionais), eventos, apontar tendências, discutir História da Arte, do vestuário, além de abordar o lado filosófico, político e social da moda. Aguardem!

Adendo: Dilermando G. também possui um blog, onde ele publica resenhas de livros e fala também sobre moda. O Blog é novinho em folha, mas daqui a pouco tá recheado de posts. Confiram: http://www.luxeeternel.wordpress.com

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O que nos move é o vazio?

Talvez esta pareça uma percepção um tanto nietzschiana da vida. Ou até marxista. Isso porque abomino ambas formas de pensar. Mas, divaguemos…

Muitos de nós é o que é por causa do vazio existencial. Apesar de não perceber, a ideia de que sua vida tem começo e fim faz cada individuo ou grupo de indivíduos criar mecanismos que mascaram essa noção. Às vezes, o medo de que um dia você será apenas pó, esquecido e insignificante, faz com que você se jogue em uma busca frenética pela eternidade.

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Vida Mobile

Muita coisa mudou desde a época em que os celulares eram apenas imensos pequenos aparelhos com telas monocromáticas que serviam como peso de papel, enfeite de calça e um “fazedor” de ligações. Existem pequenas funções, hoje presentes em qualquer celular, mas que antigamente (coisa de 20 anos atrás) não estavam incorporadas aos telefones.

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A criação de mitos modernos

As dinâmicas culturais contemporâneas apropriam-se dos mitos por serem imagens arquetípicas, ou seja, presentes no inconsciente coletivo. No entanto, essas dinâmicas expandiram sua capacidade, criando novas imagens e mitos modernos. Essa expansão recria a realidade, fazendo com que muitos indivíduos percam a noção histórica desses processos culturais.

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História fashion

[ série especial]

A História sempre foi um tema visto com certo temor pelo mundo do entretenimento.Contrastando o com o brilho natural do gênero, qualquer produção voltada para temas históricos encontrava admiração apenas em pequenos grupos. Devido à associação com aquela professora chata e feia que todo mundo já teve lá no início da vida, o preconceito pelo público em geral sempre foi notório.

Entretanto, nas últimas décadas, produtores hollywoodianos têm aproveitado “fatos históricos” para filmes, séries e outros ramos da indústria cultural.Dessa nova vertente, boas produções já abordaram temas célebres como : Roma, Grécia, Segunda Guerra Mundial etc.Em contrapartida, muitos fatos históricos servem apenas como pretexto, perdendo-se em meio às lutas cinematográficas, à criação de caricaturas heróicas/diabólicas e às versões distorcidas para agradar o público.

henrique-viii

De obeso e rabugento à estrela de Hollywood: maravilhas do século XXI.

Com um olhar atento aos modismos culturais que surgem a cada dia, deparei-me com um padrão curioso: Henrique VIII, aquele  personagem histórico das minhas aulas de Reforma Protestante tornou-se uma figura extremamente in.Diversas produções que abordam o monarca obeso e suas quinhentas esposas/amantes pipocam a cada dia(A outra, The Tudors).Infelizmente, essas abordagens são extremamente deturpadas, focando-se em uma figura bonita,magra e mulherenga.Talvez Henrique fosse até a última, mas transformar a política inglesa do século XVI em uma orgia histórica é, no mínimo, uma visão caolha.Qual real interesse dos produtores em recriarem Henrique VIII?

Esse jogo com a imagem de Henrique provavelmente é feita com a desculpa de que se os fatos históricos fossem realmente narrados, o público não assistiria.Mas, convenhamos, transformar esse personagem em um príncipe encantado no estilo playboy e  resumir todo o surgimento da Igreja Anglicana em um folhetim mexicano repleto de cenas picantes só afasta o público do que realmente importou com relação ao rei inglês.Por que ele entrou para História?Será que foi por ter dezenas de esposas/amantes?

As semelhanças chegam a impressionar.

As semelhanças chegam a impressionar.

Só espero que essa tendência não se aprofunde com o tempo.Imagine Cabral sendo encarnado por algum ator belíssimo,músculoso e sem talento.Ou talvez DaVinci, ao invés de um velho de barba pintando, como um Brad Pitt da vida.

A História deveria ser tratada com mais seriedade.Aproveitar um fato/pessoa histórico para criar uma ficção acarreta diversos problemas de interpretação e até conhecimento do público.Muitas pessoas não saberão quem foi Henrique VIII através da escola.Mas, será que assistir à sua versão cinematográfica irá esclarece-la?Essa pergunta eu deixo para o leitor responder.

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