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Pioneiro = melhor? A crítica de Belém acha que sim.


Claro que pioneirismo é uma qualidade. Afinal, ter uma ideia diferente de todo mundo, iniciar um projeto inovador – só ter a sacada do projeto já é válido – é para poucos. Mas e quando isso começa a se transformar em uma justificativa quase plausível para pouca qualidade e o pior: para a falta de crítica

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Crise existencial amazônica [parte 2]

Cavaleiros do feudo amazônico

Regionalismo, filho adotivo do nacionalismo

Como explicado no post anterior, o regionalismo é um sentimento que opera no mesmo sentido que o nacionalismo, mas em um nível geográfico/espacial diferente. Ele exibe suas particularidades, pois muitas das vezes não existe de forma a representar oficialmente uma população, mas para subdividir um território de acordo com suas características geofísicas.

De divisão geográfica/politico-administrativa, o regionalismo passa a se tornar uma nova cria do nacionalismo, importando – paradoxalmente – sua estrutura ideológica e organizacional. Surge ai uma contradição: o regionalismo torna-se um conjunto complexo de super valorização de um território e da população que lá reside, no entanto, ao mesmo tempo, não é produto da própria região, mas uma importação de uma ideologia que surgiu no medievo europeu.

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O Pará quer falar!

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Começo esse artigo com esse sinal de exclamação lá em cima.Não foi um erro de digitação.É um sinal de protesto.Protesto contra a falta de voz do estado do Pará.A sua capital, Belém, não consegue mais emanar influência suficiente, parecendo uma voz fraca e rouca, preste a afundar-se em decadência.Para a cidade que já foi conhecida como Paris n’América, isso é decepcionante.

O Pará quer ter voz!

O Pará quer ter voz!

Ninguém deseja ser para sempre flor.Que apenas ficam imóveis, dependendo do sol para viver.O Pará quer ser um sol, quer irradiar a cultura e identidade do seu povo!

Essa situação não é novidade no contexto paraense.Assim como muitos estados e cidades espalhados por esse Brasil, somos submetidos aos caprichos das grandes redes de comunicação do centro-sul.Somos escravizados por esse etnocentrismo sócio-espacial.Somos obrigados a entender que, nós mesmos somos um bando de índios sem cultura e identidade, ceifados pela miséria e inexpressão no cenário nacional.

Sempre são produtos do sudeste, sempre são novelas do sudeste.Os paraenses devem conformar-se com dois oligarcas da comunicação e mais uma “penca” de publicitários sem bom senso.De um lado, as Organizações Maiorana, dona de um jornal(O liberal) e ligada à Rede Globo.De outro, O Diário do Pará, jornal da família Barbalho(essa mesma, do Jader).Os meios de comunicação foram contaminados por essas duas miniaturas de Charles Foster Kane.

Enquanto isso, algumas mentes isoladas brotam.Possuem criatividade e querem mostrar que o Pará também pode fazer cinema, pode fazer TV e pode fazer revista.Por que não?Devemos ser eternos submissos aos caprichos culturais do sul/sudeste?Vamos voltar ao “Ame-o ou deixe-o”?Ou ficar no meio da linha de tiro?

Ninguém deseja ser para sempre flor,que apenas fica imóvel, dependendo do sol para viver.O Pará quer ser um sol, quer irradiar a cultura e identidade do seu povo!Queremos cantar com todas as vozes e línguas, escrever, pintar e compor!Queremos mostrar que, no peito desse gente desolada, excluída, também bate um coração!

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