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Brasil não é um país preconceituoso

E a frase acima é uma das maiores falácias da história brasileira. A ideia de que, diferentemente de outros países, o Brasil não discrimina negros, homossexuais e mulheres acaba reforçando o preconceito e a hipocrisia da sociedade brasileira. E você, qual seu preconceito?

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A (in)justiça nas pequenas coisas.

Muitas das vezes, as pessoas apenas reparam nas injustiças divulgadas pela midía.São os salários baixos, o preconceito declarado e por ai vai.Com isso, os olhares sempre se esquecem das pequenas, mas não menos importantes, injustiças cometidas dia-a-dia.

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Um exemplo que eu andei reparando parece insignificante, mas revela a falta de empatia e até, de certa forma, uma ignorância.A grande maioria dos apartamentos-classe-média construídos na cidade de Belém e que possuem os chamados “banheiro para os empregados” não colocam chuveirinhos,duchinhas ou bidês.Alguém pensaria : “E que isso importa?É caro para a empresa fazer isso”.Bom, as empresas construtoras compram tudo das fábricas e, portanto, o custo é muito menor.Para instalar um desses, gasta-se no máximo 10 reais.Então, por que não colocar?

a. As construtoras não atentam para esse fato.

b. Aquela mentalidade de que “pobre” e “empregado” não precisa desse tipo de “luxo”.

c.As construtoras querem economizar cada centavo( se bem que, para fazer jardins, piscinas, churrasqueiras, ninguém economiza).

Talvez seja um desses fatores, ou a possível combinação entre eles.De qualquer forma, revela um enorme preconceito por parte das construtoras, mas esse problema não para por aí.

Tempos atrás, em uma discussão durante uma reunião de condominios do meu prédio, uma mulher reclamou:

– Escuta aqui, por que meu cachorro não pode andar no elevador social?Ontem eu vi um entregador de gás todo fedorento andando nele!

Por incrível que pareça, a mulher foi capaz de olhar para outros seres humanos como se fossem animais, aliás, pior do que animais.

Outro caso, recente, foi um relato de uma colega do meu curso na Universidade.Ela, além desse curso, conseguiu uma bolsa do ProUni numa das mais caras Universidades particulares de Belém.Ela explicou que a vaga estava quatro anos parada, pois ninguém conseguia a pontuação suficiente.Conseguindo, com muito esforço, de acordo com ela, pois só tinha lápis e papel no cursinho que ganhou bolsa, ela teve uma surpresa ao chegar na sala de aula.Todos os alunos já estavam reunidos em grupos para a execução de um trabalho:

– Gente, quem quer nossa colega no grupo?- perguntou a professora.

O silêncio é seguido por uma tensão no ar, e a pergunta é repetida cerca três vezes.A moça, então, reage:

-Não, professora.Pode deixar, eu faço o trabalho sozinha!

A professora insiste e alega que como alunos do curso de psicologia, eles não deveriam ser egoístas.Assim, um aluno timidamente aceita a moça no grupo.

A questão até aqui seria simples.No entanto, os alunos começam a conversar sobre cotistas e bolsistas, sabendo que a moça entrou através do segundo.Assim, um dos alunos solta:

– Meus pais pagam $$$, para vir um preto pobre e burro, sem senso crítico ficar estudando com meu dinheiro!

Os comentários seguem a mesma linha da blasfêmia acima.Agredida, a moça tenta revidar:

– Olha, eu sou pobre mesmo e não tenho vergonha disso.Eu fui a única que, em quatro anos, conseguiu a pontuação para conseguir essa bolsa.Não foi fazendo um prova boba e fácil, como você pensa.Outra coisa, você não paga meus estudos.O governo federal tira parte dos impostos da U*, então seu dinheiro é investido nos seus estudos, tudo depende de você.Não concordo com sua visão de que pobre,negro não tenha senso crítico.Nós podemos não ter acesso a toda educação do mundo, mas sabemos perceber tudo que nos cerca.

Não citei o nome dela, nem da universidade por questões éticas.Os diálogos acima não estão exatamente como foi colocado, porque foi baseado no relato dela.

Assim, percebemos que a violência não está só nos jornais.Ela está no nosso cotidiano.Atentem agora, queridos leitores, àqueles olhares de discriminação.Atentem para o livro da vida e procurem sempre ler nas entrelinhas.

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Digna Igualdade.

        De acordo com a constituição brasileira todos são iguais perante a lei.Partindo dessa premissa,o sistema de cotas para negros e índios fere a constituição, e faz com que aumente o preconceito, além do mais, esses sistema inferioriza essas duas etnias em questão, a inteligência e a capacidade do indivíduo não podem ser medidas pela cor da pele, isto não é um parâmetro científico, pois se fosse,não existiriam figuras como Machado de Assis, Cruz e Sousa, José do Patrocínio entre outros grandes nomes.

   

       No passado estas etnias foram espoliadas pelos colonizadores, dos seus espaços, de suas culturas e até hoje,são colocados à margem da sociedade, ganhando menos que os brancos, trabalhando em piores condições, porém esses fatos nada têm a ver com sua capacidade, mas sim com o preconceito da sociedade frente a estas etnias,se é para trata-los com respeito, não se deve implantar um sistema de cotas, mas sim cultivar um sentimento de irmandade entre esses povos.

      Biologicamente, a única diferença entre brancos,negros e índios, além de alguns traços característicos, é a produção de melanina, que nos índios e em especial nos negros é produzida em maior quantidade, dando à pele um tom mais amarronzado e maior resistência aos raios UV, fora isso os organismos funcionam da mesma maneira e todas as etnias têm a mesma taxa de utilização do cérebro,comprovando que não se pode afirmar a superioridade de uma etnia frente a outra como Hittler pregava na Alemanha nazista.

     A solução não esta nas cotas pois essas indiretamente são discriminatórias, a raiz do problema se apresenta inicialmente quando os primeiros conceitos de cidadania são introduzidos para a criança, depois na distribuição de oportunidades, porque nem sempre os negros e índios têm os mesmo recursos que os brancos, a maneira correta de sanar o problema é investir na inclusão social de todas as etnias discriminadas e colocar em prática o conceito de igualdade étnica tão em voga na mídia,principalmente para as novas gerações para que esta,no futuro,construam uma sociedade com direitos verdadeiramente iguais à todos.

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