Guerra Santa Soviética
Entendendo-se o contexto, pergunta-se: será que pode-se falar em democracia na Rússia atual?
Lendo um dos posts do blog, fiquei estupefata com os resquícios extremamente fortes do comunismo nesse país.Primeiro aconselho vocês a lerem o artigo na íntegra, assim não irão apenas ler minha opinião.De fato estão querendo canonizar Josef Stalin.Ok, você talvez não saiba quem é ele.Então pare de ler novamente e vá na wikipédia, livros ou pelo google, tire suas próprias conclusões em relação à um dos maiores ditadores da história do século XX(só ditadores esse século?).Prosseguindo,a briga fica muito mais feia quando a Igreja Ortodoxa Russa( um verdadeiro poder à parte, diga-se de passagem) tenta combater essa idéia, no minímo absurda.Configura-se assim, uma verdadeira guerra ideológica numa Rússia frágil e ainda muito ligada ao seu passado.Como primeira “experiência” do “socialismo” no mundo, ela passou mais de 70 anos sob o poder do Partido Comunista e é lógico, isso deixou marcas profundas em toda a sociedade, economia, cultura.Sua transição é extremamente recente(vinte anos, aproximadamente) e ela tenta se adaptar aos moldes do modo de vida ocidental.

Guerra santa soviética:de um lado a Igreja, de outro os comunistas, simbolicamente representados por Nicolau II e Josef Stálin,respectivamente.
Entendendo-se o contexto, pergunta-se: será que pode-se falar em democracia na Rússia atual?Será tudo fachada?E essa briga pelo poder entre a Igreja Ortodoxa e os comunistas?É importante frisar que a Igreja ainda se sente extremamente resentida já que a União Soviética era um Estado ateu, como era o seu deus Karl Marx.Pode-se concluir que a política ainda é um assunto muito delicado, princialmente quando se trata nos últimos cem anos de história russa.
Os líderes políticos internacionais têm o dever de impedir uma nova divisão de mundo, parando com essas implicâncias, preconceitos e obsessão com territórios inúteis.O mundo está cansado disso,todas as experiências da Guerra fria, boas ou más, não cabem mais no século XXI.
Eu tenho uma opinião à respeito do assunto, mas acho que o leitor tem o direito de me contrariar, portanto, caso você discorde, manifeste-se.Stálin foi um assassino, a quantidade de pessoas que ele fez mal direta ou indiretamente é incontável.Não se pode simplesmente apagar isso e só considerar o que ele fez de bom.Ninguém é perfeito, mas na escolha de um herói, santo ou homenageado, estamos na situação de julgar e pôr na balança os feitos bons e maus.Certamente, no caso de Stálin e outros ditadores conterrâneos seus, o lado mau pesa muito mais, portanto, não faz sentido coloca-lo num altar, o melhor seria justamente o contrário: mostrar ao povo russo e à comunidade internacional todas as barbaridades que este homem fez ( o governo deve esconder muito mais) para que isso não se repita em lugar algum.Nesta disputa, esconde-se muito interesse : de um lado os comunistas que não querem perder sua influência.De outro, a Igreja Ortodoxa, ressentida, querendo dar uma de moralista, enaltecendo o Czar Nicolau II (aquele fuzilado pelos comunistas na revolução de 1917).A verdade é que não existem heróis aí, apenas mais uma disputa pelo poder, infelizmente.
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