A política para uns é o caminho mais fácil. Para outros, é o espelho onde o orgulho e amor pessoal são refletidos em discursos vazios. Na boca e na mente de muitos, política é o símbolo maior da corrupção. Brasília, coronéis, politicagem caricata. Não é de se surpreender que poucos jovens se interessem por esse mundo. Quando isso acontece, geralmente é para seguir os caminhos já abertos pela família, que há tempos manda e desmanda nesse país.
A frustração diante de tanta pobreza de motivos, leva muitos jovens a ignorar completamente seu papel como cidadão. O discurso soa utópico, ainda mais quando se tem apenas 18 anos.
Nathan R. Vieira, um carioca de 18 anos, quebra o padrão de muitos da sua idade : gosta de política, esgrima e acredita na democracia. Nos seus planos para esse ano, encontra-se a candidatura a vereador da cidade do Rio de Janeiro. Uma pessoa tão jovem saberia lidar com as campanhas, escolhas e dilemas desse mundo?
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Hiatus
Olá gente.
É com um certo pesar que anuncio o hiatus desse blog, ou seja, Jornal Sanitário está temporariamente inativo.
Os motivos?
1- A dona está muito, muito ocupada com trabalhos e outras responsabilidades.
2- Os demais participantes do blog também estão sem tempo.
Um pouco de nostalgia…
Jornal Sanitário, sem dúvida, tem história. Um blog que começou com as aspirações jornalísticas da dona e que percorreu vários caminhos(cerca de 2 anos) até se tornar, de fato, um site maduro.
Foram abordados temas diversos, uns ficaram muito famosos, polêmicos, outros esquecidos.De política, cinema, arte, cotidiano, mulher,psicologia. Quase tudo foi tema para relatos, opinião e muita discussão.
Cresci mentalmente com essa experiência. Sem dúvida, foi fundamental para muitas escolhas na minha vida e para meu crescimento pessoal também.Aprendi a criticar, a ouvir criticas.Aprendi a lidar com público.
Apesar disso, sei que o caminho ainda é longo e todo novo dia é um novo aprendizado (eu sei, parece que tirei isso de auto-ajuda).Enfim, só tenho que agradecer aos meus leitores, participativos, raivosos, ignorantes, inteligentes,mas, acima de tudo, expressivos. Com 36.500 visitas desde que vim para o wordpress (o blog já existia anteriormente, no Weblogger, onde perdi todo o conteúdo postado), só tenho certeza que o blog cumpriu seu principal papel : dar a descarga, evasão, para diversas idéias.
-Se vamos voltar?Quem sabe?
Obrigada a todos.
A dona
obs: a autora não deixou de escrever em blogs.Você pode verificar textos dela em:
Seguindo curso – blog do curso de comunicação social ufpa 2009
http://seguindocurso.wordpress.com/2009/06/07/tirinhas-2/ – Tirinhas que ela fez
http://seguindocurso.wordpress.com/2009/05/17/minha-cor-no-exterior/ – Reportagem/entrevista sobre emigração
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O conflito que marcou o século XX e envolveu o genocídio de diversos grupos étnicos chegou ao fim no dia 8 de Maio de 1945. Os Aliados haviam acordado que o dia 9 de Maio seria o da celebração do final da Segunda Guerra Mundial. Todavia, os jornalistas ocidentais lançaram a notícia da rendição alemã mais cedo do que era previsto, precipitando as celebrações para o dia 8 de maio no Ocidente.
O dia foi motivo de grandes celebrações, especialmente em Londres, onde mais de um milhão de pessoas festejaram o fim da guerra na Europa, embora os racionamentos de comida e vestuário continuassem por mais uma série de anos. Em Londres, particularmente em Trafalgar Square e no Palácio de Buckingham, juntaram-se grandes massas de população.
A União Soviética manteve as celebrações para a data combinada, por isso que o fim da Segunda Guerra Mundial, conhecida como a Grande Guerra Patriótica na Rússia e outras zonas da antiga URSS, é celebrado no dia 9 de Maio. Até hoje, esse dia possui grande importância no país, já que dentre os aliados, A União soviética teve as maiores baixas da guerra (cerca de 27 milhões de pessoas), além de ter o seu território invadido.
O Dia da Vitória (Den’ Pobedy, em russo) representou o final do conflito mais sangrento vivido pela humanidade.Com duas bombas atômicas e batalhas épicas como as de Stalingrado e Iwo Jima, marca não só o final de uma era, como também o início de uma Nova Ordem Mundial: A Guerra Fria.
A praça vermelha vira o centro das atenções da Rússia nesse dia e representantes políticos de vários países acompanham os tradicionais desfiles militares.Apesar de já ser uma tradição, esses desfiles têm preocupado a comunidade internacional, pois o governo russo fez questão de exibir parte do seu arsenal nuclear nos últimos desfiles de 9 de Maio.Em tempos de crise, gripe suína, Obama e cia, será que a Rússia manterá esse postura?É o que veremos amanhã…
Feliz Den’ Pobedy para todos!
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Arte com areia
Ao som das Quatro Estações de Vivaldi, vemos a areia dançar e expressar as mais incríveis figuras.
Apreciem.
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História fashion
[ série especial]
A História sempre foi um tema visto com certo temor pelo mundo do entretenimento.Contrastando o com o brilho natural do gênero, qualquer produção voltada para temas históricos encontrava admiração apenas em pequenos grupos. Devido à associação com aquela professora chata e feia que todo mundo já teve lá no início da vida, o preconceito pelo público em geral sempre foi notório.
Entretanto, nas últimas décadas, produtores hollywoodianos têm aproveitado “fatos históricos” para filmes, séries e outros ramos da indústria cultural.Dessa nova vertente, boas produções já abordaram temas célebres como : Roma, Grécia, Segunda Guerra Mundial etc.Em contrapartida, muitos fatos históricos servem apenas como pretexto, perdendo-se em meio às lutas cinematográficas, à criação de caricaturas heróicas/diabólicas e às versões distorcidas para agradar o público.
Com um olhar atento aos modismos culturais que surgem a cada dia, deparei-me com um padrão curioso: Henrique VIII, aquele personagem histórico das minhas aulas de Reforma Protestante tornou-se uma figura extremamente in.Diversas produções que abordam o monarca obeso e suas quinhentas esposas/amantes pipocam a cada dia(A outra, The Tudors).Infelizmente, essas abordagens são extremamente deturpadas, focando-se em uma figura bonita,magra e mulherenga.Talvez Henrique fosse até a última, mas transformar a política inglesa do século XVI em uma orgia histórica é, no mínimo, uma visão caolha.Qual real interesse dos produtores em recriarem Henrique VIII?
Esse jogo com a imagem de Henrique provavelmente é feita com a desculpa de que se os fatos históricos fossem realmente narrados, o público não assistiria.Mas, convenhamos, transformar esse personagem em um príncipe encantado no estilo playboy e resumir todo o surgimento da Igreja Anglicana em um folhetim mexicano repleto de cenas picantes só afasta o público do que realmente importou com relação ao rei inglês.Por que ele entrou para História?Será que foi por ter dezenas de esposas/amantes?
Só espero que essa tendência não se aprofunde com o tempo.Imagine Cabral sendo encarnado por algum ator belíssimo,músculoso e sem talento.Ou talvez DaVinci, ao invés de um velho de barba pintando, como um Brad Pitt da vida.
A História deveria ser tratada com mais seriedade.Aproveitar um fato/pessoa histórico para criar uma ficção acarreta diversos problemas de interpretação e até conhecimento do público.Muitas pessoas não saberão quem foi Henrique VIII através da escola.Mas, será que assistir à sua versão cinematográfica irá esclarece-la?Essa pergunta eu deixo para o leitor responder.
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7 de Abril: Dia do Jornalista
[Especial]
Hoje, 7 de Abril, é o Dia dessa profissão tão controversa e ao mesmo tempo tão cativante.Fazer Jornalismo é um dos temas mais discutidos nos dias atuais.Até que ponto estamos informando?Até que ponto estamos vendendo?E os direitos?E a Lei de Imprensa?Afinal, hoje em dia, o que é ser Jornalista?
Jornalistas x Poder
Não vamos esmorecer na nossa crença de que jornalismo é algo que se faz com espírito crítico, fiscalizando o poder.
Mino Carta
Na História
Diversos jornalistas enfrentaram o poder apenas com suas palavras.No passado, quando as ditaduras assombravam os meios de comunicação, os poucos que tentavam se opor eram torturados e mortos.
Vivenciando a fúria de Adolf Hitler, Fritz Gerlich enfrentou o ditador nazista até a última palavra, sendo enviado para um campo de concentração e assassinado.A tragetória de Gerlich pode ser conferida na minissérie Hitler – A ascensão do mal.
É um caminho amargo.De fato, quando decidi o meu curso, já sabia muito bem os absurdos dessa profissão.Mas também sabia que não haveria outra atividade que eu conseguiria exercer, senão a da comunicação.
Autora desse artigo, sobre Jornalismo
No Brasil, a ditadura também fez poucas e boas dos jornalistas.Temos o caso de Carlos Lacerda, oposição poderosa contra Getúlio Vargas e alvo constante da censura do DIP.Além de Lacerda, Vladmir Herzog, um dos casos mais escandalosos dos porões da ditadura militar de 64, resultou na trágica morte do jornalista comunista iuguslavo.
Nos dias Atuais
O Brasil vive uma crise midiática bastante sutil.Enquanto a Grande Imprensa continua seguindo o tortuoso caminho de servidão ao poder, embates jurídicos e éticos jornalísticos são promovidos nos tribunais.
Paulo Henrique Amorim, jornalista da TV Record e dono do site Conversa Afiada, vive na briga pela verdade com o colunista da Veja, Diogo Mainardi.A richa entre os dois já resultou em diversos processos na Justiça.Paralelamente, o jornalista Lúcio Flávio Pinto, dono do Jornal Pessoal, sofreu uma agressão física de um dos donos das Organizações Rômulo Maiorana(proprietária do Jornal O Liberal).A briga entre jornalistas e patrões, somada à influência do poder, cria uma verdadeira guerra pela informação nos meios de comunicação.
Nesse contexto, ser jornalista é ser vulnerável às disputas pela verdade.Enquanto os fatos ficam suspensos no ar,eles esperam ser “pescados” e devidamente manipulados trabalhados.Muitos pescadores morrem no caminho, porque não querem cozinhar seu peixe, apenas mostra-lo cru para a sociedade.Foi o caso de Anna Politkovskaya,jornalista premiada por sua investigação acerca das atrocidades cometidas pelo governo russo, foi encontrada morta, em seu prédio, aos 48 anos, 2 dias antes da data de publicação de seu próximo artigo.
Os jornalistas são os trabalhadores manuais, os operários da palavra. O jornalismo só pode ser literatura quando é apaixonado
Marguerite Duras
Mas…E a questão do diploma?
Essa é uma discussão que atualmente está sendo debatida no STF.Juntamente com a Lei de Imprensa, será votado no dia 15 de Abril a obrigatoriedade ou não do diploma de Jornalismo.A importância dessa decisão irá certamente afetar o mercado de trabalho, o destino dos cursos superiores, as Rádios Comunitárias e assim por diante.Qual o diferencial que um diploma faria?Poderemos comparar um jornalista a um médico?
O que você acha?
Lei de Imprensa x Lei de Empresa
Outra questão refere-se à Lei de Imprensa.Essa lei foi implantada durante o Regime Militar, no AI-5, para controlar os meios de comunicação.Já que a maioria dos seus artigos são incompatíveis com a Constituição de 1988,o tribunal suspendeu 20 dos 77 artigos da Lei e pretende extingui-la.Os ministros argumentam que já existe na Constituição uma lei referente aos crimes cometidos pela imprensa(calúnia, difamação etc).A abolição dessa Lei poderia conferir maior liberdade de expressão para os jornalistas?Ou abriria espaço para os grandes donos dessa indústria abusarem do poder midiático?As páginas ficariam mais manchadas de falta de ética do que já acontece?
A sociedade é maior do que o mercado. O leitor não é consumidor, mas cidadão. Jornalismo é serviço público, não espetáculo
Alberto Dines
A esperança
Assim como nossa sociedade, o Jornalismo evoluiu muito.Ainda é uma das profissões mais perigosas e estressantes do mundo.Não é o glamour que muitos imaginam e os salários geralmente são uma miséria(com exceção da Fátima Bernades e do Willian Bonner).É uma profissão feita de muitos conflitos, mas também de muita paixão.
Que num futuro não tão distante, jornalismo seja uma busca pelos fatos, e não por dinheiro e fama.Que nós possamos olhar para o passado e brindar pela democracia e liberdade de expressão do presente.
Conclui essa autora apaixonada.
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Tags: Anna Politkovskaya, Carlos Lacerda, comunicação, Conversa Afiada, dia, Diogo Mainardi, DIP, diploma, ditadura, Fritz Gerlich, Jornal Nacional, Jornal Pessoal, Jornal Record, jornalismo, jornalista, Lúcio Flávio Pinto, lei imprensa, Paulo Henrique Amorim, Veja, Vladmir Herzog
Esculturas líquidas
A inovação do artista Martin Waugh brinca com o movimento dos líquidos, criando verdadeiras esculturas momentâneas.
A arte
O artista
Martin Waugh combina ciência e arte para capturar a infinita beleza da natureza.Para capturar as curvas dos líquidos, ele usa a técnica de fotografia de alta velocidade, obtendo uma idéia de infância e fantasia.Interpretações de sua obra muitas vezes revelam tanto do espectador como do artista. Suas imagens são metáforas para a vida e o exercício é tão intrigante para os olhos ,que rapidamente provoca uma reflexão.
Para mais informações:
[E você, o que sentiu ao ver a água dançar na sua frente com todos os seus mil tons?]
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Tags: alma, Arte, artista, água, cor, escultura, líquido, Martin Waugh, viva
A questão do fim do vestibular está sendo debatida pelo Ministro da Educação, Fernando Haddad, com 55 universidades federais do país.A ideia seria substituir as provas do vestibular pelo ENEM, exame que avalia o raciocínio e conhecimentos gerais de todos os estudantes do Ensino Médio.
A discussão é bastante pertinente, já que o vestibular tem criado diversos prejuízos para a educação brasileira:
1)Conteúdo
Os conteúdos cobrados geralmente são extensos e sem nenhuma aplicação prática ou raciocínio envolvidos.O resultado é que uma grande quantidade de informação é decorada, não transformada em conhecimento pelos estudantes.
Além de serem muito grandes, esses conteúdos não englobam temas que os estudantes gostariam de discutir.O resultado é um bloqueio mental que muitos alunos criam com certas disciplinas, recorrendo à fórmulas, cursinhos para obter êxito no vestibular.
2)Os metódos
Como as informações são muitas, os professores do Ensino Médio abdicam da didática: dicas, não aprofundamento dos assuntos, excesso de “exercícios”, simulados, onde o importante é criar uma mecanização na resolução de questões, não o raciocínio lógico e crítico.
3) Tempo
O tempo confere perigo para a equação “conhecimentos enormes e complexos/200 dias letivos”.As “aulas” são corridas, surgindo milhões de dúvidas nunca respondidas, necessidades individuais nunca atendidas.
4)Lugar
Muitas pessoas querem cursar o ensino superior em outras cidades/estados, mas por falta de dinheiro , diferença de conteúdos e/ou coincidência de datas, acabam impedidas.Como a prova seria unificada, o ENEM permitiria o estudante concorrer para vagas de qualquer Universidade do país.
Nasce uma indústria
Acabar com o vestibular tradicional também significa acabar com uma indústria poderosa instalada em muitas regiões do país.Belém, capital do estado do Pará, consolidou sua posição como uma cidade de comércio e serviços(terceiro setor).Como esse setor não para de inchar, muitos descobriram o potencial das provas de vestibular para incorporar serviços.Sendo assim, desde os anos 90, Belém vive um surto de cursinhos, outdoors e uma disputa fortíssima por um primeiro lugar geral, sobretudo da UFPA.
Tudo foi resumido a uma injusta competição, usando o sonho de milhares de pessoas para conseguir lucros.Enquanto esse sistema fica cada vez mais complexo e elitista, as classes mais pobres, que já sofrem com as péssimas condições do ensino público, veem as portas se fechando para a entrada numa Universidade.
Além de criar uma mentalidade de competição extremada(todos são vistos como concorrentes, não há tempo para nada, apenas estude, porque seu concorrente deve estar fazendo o mesmo nesse momento), o vestibular também cria uma suposta hierarquia de cursos.A grande briga é pelos alunos de Medicina, como se o curso fosse um berço de gênios e os outros fracos.O mais curioso é que raramente o primeiro lugar geral é de Medicina.

Mais um outdoor em Belém.Numa estimativa empiríca,as propagandas que o vestibular movimenta chegam a ocupar 80% dos outdoors de Belém.
Mas, afinal, será que passar no vestibular comprova nossas capacidades?Será que alguém de Medicina é mais inteligente que alguém de Serviço Social?Será que a matrícula em um cursinho garante sua “vitória” nessa supostas “guerra”?Quem será que realmente ganha com tudo isso?
Sonhos alheios e educação nunca se tornou um negócio tão lucrativo.
[Um pequeno desabafo]
Vou deixar, a partir desse ponto, o post um pouco mais particular.Ano passado eu passei pela tortura do vestibular.As pressões imensas, as dicas ridículas, as formulaicas , a pressa dos professores.Posso dizer que, com todos os meus anos de estudante, os três últimos do Ensino Médio foram os menos produtivos.Os assuntos eram desgastantes, decorativos e pouco atraentes.Quando havia uma exceção, muitos professores pulavam detalhes, curiosidades e aprofundamento do tema.Só para dar um exemplo, quando fui estudar Segunda Guerra Mundial, o professor simplesmente citou os fatores e as consequências.Toda a turma, se não tivesse um conhecimento prévio, nunca saberia o que foi a Batalha de Stalingrado, o Dia D e tantos outros fatos que explicam as tais consequências.A quantidade de filmes e documentários sobre esse assunto é extremamente vasto, no entanto, mesmo possuindo o equipamento devido, o professor não exibiu sequer um desenho animado para a turma.Minha empolgação(finalmente um tema interessante) transformou-se em decepção e, em seguida, em um profundo vácuo.Hoje, na Universidade, provavelmente nunca terei a oportunidade de estudar Segunda Guerra novamente.E se eu não tivesse acesso à livros, filmes, documentários?E aqueles que não tem dinheiro, passaram através de bolsas em cursinhos?Um dia entenderão porque falam “não” ao invés de “nein”?Entenderão porque não usamos a saudação nazista e eu posso estar aqui hoje escrevendo esse texto?
[Para mais informações]
[Extra]
Amanhã, dia 1º de Abril, famoso Dia da Mentira, é o aniversário do Golpe de 64 e será votada uma lei referente ao diploma de jornalista.Fiquem atentos
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Quem comeu a minha língua?
O preconceito é uma forma de pensamento que se mostra muito mais forte quando velado.Geralmente, quando se pensa nele, a imagem do Klu Klux Klan ou de nazistas é a primeira que aparece.Mas,na verdade, o preconceito serpenteia por vários ramos de pensamento, alcançando diversos setores culturais e étnicos, como a língua.
A relação de hierarquia pode surgir tanto entre idiomas diferentes, quanto dentro da própria língua.No Português, por exemplo, as variações são exaltadas ou ridicularizadas, dependendo do poder político e econômico que a região apresenta.O sotaque nordestino é mostrado como símbolo da pobreza, ignorância, enquanto que o carioca representa o “Brasil bonito”, das praias,das novelas.Por que isso acontece?Será que o do nordeste é errado e o do centro-sul é o certo?Para a Linguística, não existe certo nem errado, quando o objetivo maior, a comunicação, é efetuado.
No mundo, também se observa o poder de um idioma sobre o outro:o inglês acabou virando obrigatório em qualquer currículo, dissemina-se pelo cotidiano e vende sua imagem de “língua universal”.A inter-relação entre idiomas não deveria expandir um em detrimento do outro, já que a troca de palavras e sotaques só enriqueceria o vocabulário. A realidade é que foram fincadas bandeiras nas nossas línguas, que não conseguem mais dizer cachorro-quente, mas hot dog.

Chico Bento, personagem criado por Maurício de Sousa, reflete o preconceito linguístico entre o modo de falar da cidade e do campo.
Não apenas o Português vivencia essa colonização arbitrária.Toda vez que o trono do mundo muda, a língua do rei vira língua de todos.Para impedir que a comunicação entre os países ficasse relacionada ao poder e hegemonia cultural, Ludwik Łazarz Zamenhof inventou o Esperanto, idioma planejado para vencer as barreiras culturais e étnicas entre os países, funcionando como uma verdadeira “língua universal”.A ideia ganhou força e hoje o Esperanto é a língua planejada mais falada do mundo.
Apesar disso, o inglês continua expandindo seus poderes.Para a maioria dos brasileiros, não é tão ruim conviver com as loja’s, mas para os orientais é um suplício aprender a língua de Shakespeare, Mark Twain e Capitão América.O mandarim, com os mais de três mil ideogramas diferere no tronco linguístico, alfabeto e sintaxe do inglês,portanto, os chineses e outros povos orientais apresentam uma dificuldade imensa para aprender os verbos irregulares e adquirir fluência, diferente do que ocorre com a maioria dos brasileiros.
Até quando veremos filmes americanos sobre Segunda Guerra Mundial mostrando alemães e russos falando inglês e se entendendo?Por que os filmes alemães ou russos do mesmo tema colocam até 4 idiomas diferentes na mesma projeção?Houve uma época em que tudo era escrito em Latim, que o chique era o Francês e que se falava com Deus em Espanhol.Mas, assim como seus impérios, essas línguas perderam o seu trono.Quando o mundo esquecer da monarquia e, de fato, abraçar a democracia, serão ouvidas todas as vozes culturais, mesmo com instrumentos diferentes, tocando a sinfonia da diversidade.
Saiba mais sobre o Esperanto em:
Muito humor e informações sobre o idioma.
A boa e velha Wikipédia com outros detalhes da vida do criador da língua planejada mais popular do mundo.
[Créditos: tirei umas pitadas dos sites acima.O texto foi feito para minha aula de Introdução ao Jornalismo: Ética.]
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[sem tempo para post]
Mais de 930 cidades de 80 países, ao longo de 25 zonas com fuso horário diferente, irão desligar as luzes na Hora do Planeta 2009. O primeiro país a ter suas lâmpadas apagadas será a nova Nova Zelândia.
Precisamente às 20h30 do dia 28 de março, horário local, os geradores a diesel que fornecem energia às ilhas Chatham, um pequeno arquipélago a leste do país, serão desligados, dando início a uma onda de mobilização que vai passar pela Ásia, Europa, África até chegar ao continente americano.
Mundo afora, em cada uma das zonas do fuso horário; das ruas da Cidade do Cabo até as colinas de Los Angeles, pessoas de todas as classes e profissões farão um apelo contra as mudanças climáticas.
Paris, a ‘Cidade-Luz’, fará uma manifestação enérgica ao aderir à Hora do Planeta e apagar as luzes inclusive da Torre Eiffel. Na Grécia, o berço da democracia, milhares de atenienses estarão reunidos para assistir o desligar das luzes na Acrópolis.
No Brasil, que participa da Hora do Planeta pela primeira vez, o Cristo Redentor, principal cartão postal do Rio de Janeiro será apagado junto com o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo e a orla de Copacabana, que terá a segurança reforçada pelas autoridades competentes.
Ainda no continente americano, metrópoles como Nova Iorque, Buenos Aires, Toronto, Chicago, Cidade do México e Las Vegas transmitirão a mensagem sob uma iluminação não muito usual: a das estrelas.
[texto retirado de: http://oquevocefazpeloseuplaneta.wordpress.com/2009/03/12/hora-do-planeta-mobiliza-pessoas-no-mundo-inteiro/]
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Tags: 2009, 20:30, 28, aquecimento global, desligar, ecologia, hora do planeta, luzes, março
Wicked: a história não contada.
O grupo teatral da escola de aplicação da UFPA ( antigo NPI) vai encenar dia 5 e 7 de Abril, no teatro Margarida Schivasappa (centur), a adaptação do musical da Broadway : “Wicked – A história não contada das bruxas de OZ”.
Inspirado no clássico da Literatura e Cinema, o musical aprofunda a história original, mostrando que por trás da simplicidade de uma narrativa, existem diversas interpretações da mesma. Fugindo um pouco da estética tradicional infantil, onde as relações se dão entre o bem e o mal, o musical tenta mostrar um novo olhar sobre as relações entre os personagens.O cenário, figurino e coreografia são encantadores, mergulhando o espectador no mundo mágico do espetáculo, portanto, é uma ótima oportunidade para apreciar o trabalho desse grupo.
Para mais informações:http://www.wickedbelem.blogspot.com/
[créditos: texto parcialmente do Uriel]
Filed under: Arte, Belém, Brasil, Cultura, entreternimento, magia, teatro | 1 Comment
Tags: boa, bruxa, bruxas, efeitos, grupo, leste, má, mágico, musical, norte, npi, oeste, oz, peça, teatro, ufpa, wicked
A Internet é uma ferramenta poderosa e as possibilidades que ela cria são inimagináveis.Apesar da grande quantidade de informação absurda e inútil, podemos “separar o joio do trigo”, encontrando várias fontes de conhecimento, cultura e entretenimento.
O site de relacionamentos Orkut entra nesse contexto, já que superficialmente parece uma página fútil, mas que possibilita troca de informações e até conhecimento.Infelizmente, poucos usam essa ferramenta para pesquisar e conhecer mais.
A “pesquisa” está mais direcionada para o namorado da fulana, a festa de sábado, a briga entre fulano e cicrano e assim vai.Seguindo a mesma linha, acumulam-se as comunidades inúteis, que podem ser desde “Eu nasci no dia do meu aniversário” ou alguma frase nosense com fotos preto-e-branco, para cativar os pseudo “cults”.
O Orkut acaba reproduzindo os males da nossa sociedade: culto da imagem, preocupação exacerbada com a vida alheia,ocupação com atividades levianas e por aí vai.
Apesar disso, alguns sites conseguiram acertar na “dose” e criaram comunidades sociais no estilo do Orkut, mas com o objetivo de proporcionar a troca livre de conhecimentos.É o caso do Livemocha, que possibilita o aprendizado e ensino de várias línguas entre os participantes.A comunidade é bastante diversificada e os conhecimentos adquiridos são uma novidade para o aprendizado de idiomas(as possibilidades são várias).
Outro exemplo muito bom, é para os amantes de fotografia, sejam eles amadores ou profissionais: o Olhares.com – Fotografia Online, possibilita novamente a troca livre de conteúdo entre os participantes.Não é mais a foto do namoro da fulana ou os egofotologs da vida.É arte gratuita para aqueles que gostam de conhecer novos horizontes.
Confesso que gosto do Orkut, apesar de às vezes ficar enjoada das mesmas fotos, mesmos perfis, mesmas comunidades.Para aqueles que querem algo a mais que uma relação social superficial, os exemplos acima são extremamente recomendandos.
Filed under: Arte, Cultura, blogosfera, comportamento, comunicação, idiomas, sociedade, tecnologia | 5 Comments
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